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USP testa uso de asfalto permeável para combater enchentes

16 mar 2011 08h21
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Pelo menos em parte do estacionamento da USP não deverá mais haver problema com enchentes. Uma substância chamada Camada Porosa do Asfalto (CPA), desenvolvida por uma equipe do Departamento Hidráulico da universidade, foi instalada no local e já está absorvendo as águas das chuvas na região.

A intenção é testar a implementação do asfalto permeável como alternativa para o problema das enchentes. Para o pesquisador e criador do projeto, José Rodolpho Martins, é possível utilizar a CPA nas grandes cidades brasileiras e, aos poucos, diminuir o número de enchentes no país.

Como funciona

O asfalto permeável é constituído de camadas. A parte mais superficial, a pista, é composta de pequenas pedras ligadas ao asfalto. Mais internamente aparece uma camada grossa com pedras grandes, que abrem espaços de 25% na camada, para que a água, vazada das pequenas pedras, fique armazenada.

Após algumas horas, a água da chuva é sugada por um sistema de drenagem e se encaminha para as galerias pluviais.

Esta técnica, que pode minimizar ou até acabar com as conseqüências negativas geradas pelas enchentes, tem um único malefício: "pesa no bolso" dos governos. A instalação de todo o sistema custa 25% a mais do que o asfalto comum.

Fonte: EcoDesenvolvimento
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