PUBLICIDADE

Rio+20: sorvete pode custar até R$ 40 no Riocentro

15 jun 2012 11h04
| atualizado às 14h30
Publicidade

No Riocentro, onde ocorrem as discussões políticas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, há um universo paralelo. É o Pavilhão 2, no qual estão instalados 13 pequenos restaurantes, cinco quiosques e um supermercado. Nesse espaço, os serviços têm como base moedas estrangeiras - o dólar e o euro -, fazendo com que os preços dos alimentos e bebidas sejam superiores aos cobrado nas ruas das principais cidades do país.

Refeições nas praças de alimentação da Rio 20 permanecem caras, o que tem causado reclamação dos participantes
Refeições nas praças de alimentação da Rio 20 permanecem caras, o que tem causado reclamação dos participantes
Foto: Luiz Roberto Lima / Futura Press

Confira a programação com os principais eventos
Veja onde está ocorrendo a Rio+20

Sem opção de escolha, porque o Riocentro está localizado em uma região isolada da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, quem participa da Rio+20 acaba sendo levado a submeter-se aos elevados preços cobrados nos estabelecimentos que estão na área da convenção.

O sorvete pode chegar a custar R$ 40. Segundo a placa informativa sobre preços, a taça é completa e tem vários sabores. Um simples cafezinho tem o valor cobrado em euro ou dólar - com direito à placa informativa indicando a cotação do dia.

Caso a fome aperte, as opções de massas rápidas, feitas no estilo fast food, e saladas ficam em torno de R$ 30. Uma fatia de pizza sai a R$ 10. Os valores cobrados em todas as barracas são os mesmos. De refrigerantes a sucos em lata, assim como garrafas de 300 mililitros de água sem gás. Todos esses produtos custam R$ 5.

Para os que quiserem tentar uma opção mais em conta, a possibilidade é entrar no único restaurante que há no pavilhão. No mercado, os valores também estão acima dos praticados no comércio convencional. No entanto, é possível comprar um sanduíche natural por R$ 3,99 e uma maçã e pera a R$ 1.

Rio+20
Vinte anos após a Eco92, o Rio de Janeiro volta a receber governantes e sociedade civil de diversos países para discutir planos e ações para o futuro do planeta. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorre até o dia 22 de junho na cidade, deverá contribuir para a definição de uma agenda comum sobre o meio ambiente nas próximas décadas, com foco principal na economia verde e na erradicação da pobreza.

Composta por três momentos, a Rio+20 vai até o dia 15 com foco principal na discussão entre representantes governamentais sobre os documentos que posteriormente serão convencionados na Conferência. A partir do dia 16 e até 19 de junho, serão programados eventos com a sociedade civil. Já de 20 a 22 ocorrerá o Segmento de Alto Nível, para o qual é esperada a presença de diversos chefes de Estado e de governo dos países-membros das Nações Unidas.

Apesar dos esforços do secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, vários líderes mundiais não estarão presentes, como o presidente americano Barack Obama, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro ministro britânico David Cameron. Ainda assim, o governo brasileiro aposta em uma agenda fortalecida após o encontro.

Agência Brasil Agência Brasil
Publicidade