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Rio+20 debate criação de fundo 'sustentável' de US$ 30 bilhões

13 jun 2012 - 14h01
(atualizado às 16h14)
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Giuliander Carpes
Direto do Rio de Janeiro

O embaixador Luiz Figueiredo, chefe brasileiro de negociação na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (a Rio+20), afirmou em coletiva no Riocentro que o grupo de negociadores do evento desenvolve a proposta de criação de um fundo para o desenvolvimento sustentável de US$ 30 bilhões por ano.

A ex-candidata à presidência e ex-ministra Marina Silva foi entrevistada pelo Terra TV nesta terça-feira. Em pauta, os avanços ambientais da Rio 92 à Rio+20
A ex-candidata à presidência e ex-ministra Marina Silva foi entrevistada pelo Terra TV nesta terça-feira. Em pauta, os avanços ambientais da Rio 92 à Rio+20
Foto: Daniel Ramalho / Terra

"A proposta tem respaldo do grupo que está negociando e deve fazer parte do documento final que está sendo produzido", diz Figueiredo. Segundo o representante brasileiro, o fundo seria utilizado para negociar ações que facilitassem o desenvolvimento sustentável.

"O G77 (grupo dos países em desenvolvimento) e a China defendem a criação desse fundo. É uma proposta que conta com grande respaldo dentro do grupo", Luiz Figueiredo. O diplomata admitiu que a proposta enfrenta a resistência de alguns países, mas que já faz parte da rodada final de negociações, iniciada hoje no Rio de Janeiro a exatamente uma semana da abertura da cúpula que reunirá pelo menos 100 chefes de Estado ou de governo.

O G77, que apesar do nome é integrado atualmente por 130 países, agrupa quase toda América Latina, África e as nações do Sul da Ásia. Este grupo se associou à China para negociar em bloco durante a Rio+20.

O grupo considera a criação do fundo como uma forma de destravar as negociações sobre os chamados "meios de implementação", um dos cinco capítulos do documento que será aprovado no Rio de Janeiro e que garante os instrumentos para cumprir o que for estipulado na cúpula.

A resistência dos tradicionais países doadores a comprometer-se com recursos na Conferência do Rio motivou os países em desenvolvimento a propor um mecanismo alternativo de financiamento. A origem dos recursos que alimentarão o fundo proposto será discutida até a próxima quarta-feira pelos negociadores oficiais em encontros a portas fechadas no Riocentro e depois pelos governantes.

Questionado sobre quais seriam as formas de implementar as definições a que chegariam os negociadores no final da Rio+20, Figueiredo respondeu: "essa discussão, em todas as conferências da ONU, tem sido crucial. Na Rio+20 vai ser especialmente importante porque os tradicionais doadores e apoiadores de ideias sustentáveis estão em crise e nessa situação eles ficam menos preocupados a cumprir metas de desenvolvimento sustentável e assumir outras para o futuro."

O embaixador disse também que acredita que a Rio+20 terá condições de propor um documento robusto e importante de ações que precisam ser implementadas no futuro. Nesta quarta-feira, o diretor do Centro de Informações da ONU para o Brasil, Giancarlo Summa, afirmou que cerca de 25% do documento final da conferência está fechado.

Segundo o secretário-geral da Rio+20, Sha Zukang, pelo menos 130 chefes de Estado ou de governo se inscreveram para discursar na conferência, o que seria um recorde de participação em eventos da ONU. O objetivo da cúpula, que será realizada entre os dias 20 e 22 de junho, é alcançar um consenso sobre um documento de compromissos, que pretende transformar em realidade o conceito de economia verde e dar estrutura institucional mundial às políticas de desenvolvimento sustentável.

Rio+20

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ocorre na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 13 a 22 de junho e deverá contribuir para a definição da agenda de discussões e ações sobre o meio ambiente nas próximas décadas, com foco principal na economia verde e na erradicação da pobreza.

Assim chamada por marcar os 20 anos da realização da Eco92, a Rio+20 é composta por três momentos. De 13 a 15 de junho, representantes governamentais discutirão os documentos que posteriormente serão convencionados na Conferência. Entre 16 e 19, serão programados eventos com a sociedade civil. Já de 20 a 22 ocorrerá o Segmento de Alto Nível da Conferência, para o qual é esperada a presença de diversos chefes de Estado e de governo dos países-membros das Nações Unidas.

Apesar dos esforços do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, vários líderes mundiais estarão ausentes, incluindo o presidente americano Barack Obama. Do lado europeu, ficam de fora a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro ministro britânico David Cameron. Para garantir a presença de países africanos e caribenhos, o Itamaraty, o Ministério da Defesa e a Embraer trarão as delegações de 10 deles.

Com informações da agência EFE.

Fonte: Terra
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