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Prejuízo causado por clima sobe para US$ 200 bilhões por ano

18 nov 2013 - 13h32
(atualizado às 13h32)
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<p>O tuf&atilde;o Haiyan atraiu a aten&ccedil;&atilde;o para o impacto da mudan&ccedil;a clim&aacute;tica&nbsp;</p>
O tufão Haiyan atraiu a atenção para o impacto da mudança climática 
Foto: AP

Perdas econômicas globais causadas por situações extremas no clima aumentaram para quase US$ 200 bilhões por ano na última década, e parece certo que vão subir ainda mais já que a mudança climática está piorando, de acordo com um relatório do Banco Mundial divulgado nesta segunda-feira.

Um painel de cientistas da ONU alertou que inundações, secas e tempestades provavelmente vão se tornar mais severas no próximo século, à medida que as emissões de gases do efeito estufa aquecem o clima do planeta.

"As perdas econômicas estão aumentando, de US$ 50 bilhões a cada ano na década de 1980 para quase US$ 200 bilhões na década passada, e cerca de três quartos dessas perdas são resultado de condições meteorológicas extremas", disse a vice-presidente do Banco Mundial para Desenvolvimento Sustentável, Rachel Kyte.

"Embora não se possa relacionar uma só condição meteorológica com mudança climática, os cientistas vêm alertando que situações extremas no clima vão aumentar de intensidade se a mudança climática não for controlada", acrescentou.

A companhia de resseguros Munich Re estimou que as perdas totais de desastres foram de US$ 3,8 trilhões de 1980 a 2012, e atribuiu 74% delas a condições meteorológicas extremas. Mais de 3,9 mil pessoas morreram no tufão Haiyan que atingiu as Filipinas neste mês, uma das tempestades mais poderosas registradas até hoje.

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O tufão atraiu a atenção para o impacto da mudança climática e coincidiu com o início das conversações sobre clima, que vão de 11 a 22 de novembro, em Varsóvia, Polônia, onde governos estão tentando traçar planos para reduzir seus efeitos.

Risco para Emergentes

Representantes de muitos países disseram que o tufão se encaixa nas tendências de condições meteorológicas extremas e era um exemplo para motivar a adoção de medidas em Varsóvia, ou seja, traçar o esboço de um acordo mundial em 2015 para entrar em vigor a partir de 2020.

Mas o painel de cientistas da ONU afirmou haver apenas "baixa convicção" de que as emissões humanas contribuíram para a intensidade dos ciclones - termo que abrange tufões e furacões - desde 1950.

Como parte das conversações, os governos estão discutindo mecanismos para ajudar países mais pobres a lidar com os danos e as perdas causados por mudanças climáticas.

Embora desastres relacionados com o tempo possam afetar todos os países, as mais graves perdas humanas e econômicas devem ocorrer em nações em rápido crescimento, como as da Ásia, que erguem suas economias em áreas vulneráveis a inundações, secas e temperaturas extremas, disse o Banco Mundial.

De acordo com o banco, a média do impacto de desastres nesses países equivaleu a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2001 a 2006 - dez vezes maior do que a média para nações de renda elevada.

Para ajudar a evitar custos futuros inimagináveis, os governos deveriam se concentrar em tornar seus países mais prevenidos contra desastres, mesmo que isso possa requerer de início investimentos, acrescentou.

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