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Por causa da Rio+20, Gol cancela voos em aeroporto do Rio

11 jun 2012
13h33

A Gol Linhas Aéreas informou em nota no site oficial que, por conta das restrições no espaço aéreo do Rio de Janeiro durante a Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, algumas de suas operações no aeroporto carioca do Galeão foram canceladas. No total, foram oito voos no dia 20 de junho, 30 no dia 22 do mesmo mês e três no sábado, 23 de junho.

A companhia informa que está contatando os passageiros que tiveram a programação alterada via telefone, SMS e e-mail. A Central de Relacionamento também está disponível para receber ligações dos passageiros com voos agendados para essas datas no Galeão no número 0300-115-2121. As reacomodações serão providenciadas sem cobrança das taxas previstas e, caso os clientes prefiram cancelar a viagem, receberão o reembolso no valor integral dos bilhetes.

A empresa manterá o público informado sobre quaisquer novas mudanças em sua malha. Informações atualizadas estão sendo publicadas no blog da Gol (http://blog.voegol.com.br).

Rio+20
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será realizada na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 13 a 22 de junho de 2012, deverá contribuir para a definição da agenda de discussões e ações sobre o meio ambiente nas próximas décadas.

Com o objetivo de renovar o compromisso político com o desenvolvimento sustentável por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes, a Rio+20 terá como foco principal a economia verde e a erradicação da pobreza.

A Rio+20, que assim é chamada por marcar os 20 anos da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio92), será composta por três momentos. Nos primeiros dias, de 13 a 15 de junho, está prevista a 3ª Reunião do Comitê Preparatório, em que representantes governamentais discutirão os documentos que posteriormente serão convencionados na Conferência. Entre os dias 16 e 19 serão programados eventos com a sociedade civil. E de 20 a 22 ocorrerá o Segmento de Alto Nível da Conferência, para o qual é esperada a presença de diversos chefes de Estado e de governo dos países-membros das Nações Unidas.

No entanto, mesmo com toda a expectativa para acordos que possam mudar o futuro do planeta, a conferência é alvo de críticas e alguns chefes de Estados apontam, inclusive, para o "risco de fracasso" da Rio+20. O presidente francês, François Hollande, que deve estar presente no evento, alertou para as dificuldades e riscos de que se pronunciem palavras que não serão cumpridas com atos.

A ex-ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva, também criticou a Rio+20. Para ela, os líderes políticos "conseguiram excluir a ciência do debate" e o documento que prepara para a Rio+20 "manteve o problema de separar ecologia e economia, quando é preciso integrá-las".

Além disso, apesar dos esforços do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, vários líderes mundiais estarão ausentes, incluindo o presidente americano Barack Obama. Do lado europeu, o presidente russo Vladimir Putin, o presidente da Comissão Europeia José Manuel Barroso e o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy confirmaram presença. No entanto, nem a chanceler alemã Angela Merkel nem o primeiro ministro britânico David Cameron deverão participar. Para garantir a presença de países africanos e caribenhos, o Itamaraty, o Ministério da Defesa e a Embraer trarão as delegações de 10 deles.

Fonte: Terra
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