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Plataforma digital abre espaço para participação popular na Rio+20

20 abr 2012
14h33
atualizado às 17h39

Por meio de uma plataforma digital lançada nesta sexta-feira pelas autoridades brasileiras, qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo poderá dar sugestões sobre os temas da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, que será realizada no Rio de Janeiro entre os dias 20 e 22 de junho.

Trata-se da plataforma digital Riodialogues (www.riodialogues.org), que permite um diálogo simultâneo na internet de até 400 mil pessoas em diversos idiomas e de vários países, informou a Chancelaria brasileira em comunicado. Desenvolvida através de uma iniciativa do Governo brasileiro e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a plataforma busca uma maior participação popular nas discussões prévias à cúpula, que reunirá mais de 100 chefes de Estado.

As discussões na internet serão aproveitadas pelos "Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável", uma reunião prévia à Rio+20 que será realizado entre os dias 16 e 19 de junho no Rio e contará com a participação de ONGs, cientistas, acadêmicos, empresas e veículos de comunicação.

Estes diálogos serão realizados em torno de 10 mesas-redondas com temas específicos, sendo que cada uma delas poderá incluir três sugestões concretas em um documento que será apresentado na consideração final dos líderes na cúpula. Desta forma, qualquer pessoa poderá participar do mecanismo de diálogo que reunirá 30 sugestões da sociedade civil para ser entregue aos líderes da Rio+20.

Trata-se de "um instrumento para aumentar e melhorar a participação dos atores não-governamentais na conferência, como os especialistas mundiais do setor acadêmico, da sociedade civil, do setor privado e da própria imprensa. A ideia é definir algumas recomendações que serão comunicadas diretamente aos governos", assinala o texto de apresentação da plataforma.

Segundo a Chancelaria, essa plataforma digital incentivará a discussão, a disseminação de propostas, a troca de ideias e a elaboração conjunta de recomendações concretas nas dez mesas-redondas sobre assuntos que serão abordados na Rio+20.

Estas mesmas mesas-redondas apresentarão debates sobre desenvolvimento sustentável para o combate à pobreza e como resposta às crises econômicas, além do desemprego, das condições de trabalho e das migrações. Além da economia do desenvolvimento sustentável, que inclui práticas sustentáveis de produção e consumo, as mesas-redondas também vão abordar outros temas, como florestas, segurança alimentar, energia sustentável, água, cidades sustentáveis, inovações e oceanos.

Os debates sobre cada tema na internet serão moderados por três professores universitários, um brasileiro, outro de um país desenvolvido e um último de um país em desenvolvimento. Ao final dos debates, uma votação em linha definirá as recomendações que servirão de base aos trabalhos dos Diálogos de Desenvolvimento Sustentável, nos quais não será permitida a participação de governos ou de organizações multilaterais.

Segundo o ex-diplomata brasileiro Flavio Perri, que foi o coordenador da Cúpula Rio 92 - realizada há exatos 20 anos -, a principal diferença entre ambas as conferências é justamente a maior participação e mobilização popular da Rio+20.

EFE   

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