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Tetra Pak amplia produção de tampa "verde"

22 fev 2012
09h29
atualizado às 09h51
Jenifer Rosa
Direto de São Paulo

A multinacional Tetra Pak vai ampliar o fornecimento das tampas produzidas com plástico verde. Atualmente, as tampas são utilizadas no Brasil nas embalagens cartonadas assépticas da empresa, de diversos modelos e volumes. O diferencial destas tampas está em sua produção, elas são feitas com um material, conhecido como bioplástico, produzido com matéria prima (etanol) obtido de fonte renovável.


O bioplástico ou plástico verde possui a mesma estrutura química que o obtido por meio do combustível fóssil. Ele é feito com etanol de cana-de-açúcar, que é desidratado e transformado em etileno, posteriormente polimerizado em polietileno, o plástico verde.


O projeto na Tetra Pak teve início em 2009, quando a multinacional assinou um acordo com as Braskem, empresa petroquímica, para compra de etileno 100% renovável. "Decidimos investir nesse diferencial, pois temos dedicado nosso conhecimento e experiência para trazer ao mercado inovações que agreguem valor aos nossos clientes e aos consumidores com custo competitivo, funcionalidade e desempenho ambiental. Estamos assumindo uma responsabilidade que a indústria de embalagens tem de ter e, com esse diferencial, nos antecipamos à demanda", diz o vice-presidente de Estratégia de Negócios da Tetra Pak, Eduardo Eisler.


Em agosto de 2011, a Nestlé Brasil, em parceria com a Tetra Pak e a Braskem, lançou a primeira embalagem cartonada com tampa de polietileno feita a partir de derivados da cana-de-açúcar. Com a iniciativa, os leites UHT Ninho, Ninho Levinho, Ninho Baixa Lactose e Molico passaram a adotar tampas produzidas com a nova tecnologia. A partir do início deste ano, a Tetra Pak ampliou o fornecimento dessas tampas para todos os clientes que tenham embalagens com as tampas de rosca StreamCap.


Segundo Eisler, o bioplástico é importante para o meio ambiente, pois contribui para redução do efeito estufa. "O plástico verde é assim chamado por sua contribuição ao meio ambiente uma vez que, a sua matéria-prima, a cana de açúcar, pode capturar até 2,5 toneladas de CO2 da atmosfera, para cada tonelada de polietileno produzido", explica Eisler.


O bioplástico vem ganhando destaque no mercado, por conta da conscientização das consumidores, que se preocupam em consumir de forma sustentável. "O objetivo é fazer com que a nova 'tampa verde' seja uma realidade no cotidiano dos consumidores", diz Eisler.


Para identificar qual tampa é feita a partir do petróleo e qual é feita por etanol de cana-de-açucar, o consumidor deve observar qual tem uma folhinha, localizada no topo da tampa.


Fonte: DiárioNet DiárioNet

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