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ONU anuncia nova rodada de negociações da Rio+20 para NY

7 mai 2012
09h19

Organizações não governamentais e o setor privado criticam, em Nova York, nos Estados Unidos, o processo de negociação e o conteúdo final do documento que vai reger a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+ 20, prevista para o próximo mês no Rio.


A condenação dos dirigentes foi feita ao final da rodada de negociações informais promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU). O encontro deveria ser o último antes da transferência dos debates para o Rio de Janeiro. Mas os governos pediram mais um debate informal e o secretariado da conferência anunciou novo encontro para o período de 29 deste mês a 2 de junho ainda em Nova York.


O diretor-executivo do Greenpeace no Brasil, Marcelo Furtado, denuncia o que ele classifica de "lavagem cerebral". Para ele, é "inaceitável admitir compromissos voluntários" e os governos deveriam assumir as mesmas responsabilidades na construção de uma sociedade melhor.


Ele diz que os negociadores de governos estão avaliando o que foi feito nos últimos 20 anos e, em vez de propor soluções imediatas, pedem mais 20 anos para agir. "O documento precisa receber um tratamento político", afirma Furtado. "Minha maior preocupação é a falta de prioridade e de liderança."

Já o representante da Earth in Brackets Youth, Adrian Fernandez, critica a lentidão das negociações e a posição dos representantes de países dizendo que só defendem os próprios interesses. "Eles dizem que não há dinheiro. Dizemos que há, mas está no lugar errado", explica. O ambientalista condena o rumo das discussões. "Parece que mudamos para economia verde e que o desenvolvimento sustentável se tornou secundário."


A Presidente da Força Tarefa de Economia Verde da Câmara Internacional do Comércio, Martina Bianchini, afirma que o setor privado "não diferencia investimentos em verde e marrom nem há coluna para economia verde, mas que sabe aonde tem de chegar". Segundo Bianchini, as prioridades para a Rio+20 são inovação, cooperação e governança.


O setor privado reclama da falta de espaço para negociar pontos do documento final da Rio+20: "Somos um dos nove major groups e nossa condição de fazer parte do processo não é tão grande como achamos que deveria ser", diz Bianchini. "Estamos fora da mesa de negociações."


Fonte: DiárioNet DiárioNet
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