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Bird: temperatura da Terra pode subir 4 graus até 2100

21 nov 2012
13h08
atualizado às 15h58

A temperatura na Terra pode aumentar até 4 graus Celsius até o fim deste século, o dobro do considerado "seguro e menos danoso" por especialistas, de acordo com estudo feito a pedido do Banco Mundial.


A pesquisa indica que, com o aumento da temperatura,as populações mais carentes serão as mais atingidas por fenômenos climáticos como secas, inundações, ondas de calor etc. O estudo salienta que os problemas afetariam a todos, independente da região do mundo e da comunidade a que pertencem.


Cidades como Moçambique, Madagascar, México e Bangladesh poderiam sofrer com a elevação de 0,5 metro a 1 metro do nível do mar até 2100. De acordo com o trabalho, regiões tropicais, subtropicais e áreas próximas dos polos podem sofrer diversos impactos.


Para os pesquisadores, apesar do quadro de elevado risco, ainda é possível adotar medidas para que a temperatura do planeta não ultrapasse mais de 2 graus de acréscimo no período. Para isso seria necessário adotar uma política sustentada pela comunidade internacional.


No dia 26, no Catar, começa a Conferência Internacional do Clima, a COP18, que vai discutir um novo tratado climático global. O Brasil defende a aprovação de uma nova etapa para o Tratado de Quioto. Esse acordo prevê compromissos internacionais para a redução da emissão de gases estufa.


Aquecimento - Outra pesquisa, da Organização Meteorológica Mundial (OMM), aponta a presença recorde de gases de efeito estufa na atmosfera em 2011. Segundo a instituição, entre 1990 e 2011, aumentou 30% o efeito do aquecimento sobre o clima por causa das emissões de dióxido de carbono (CO2) e de outros gases que retêm o calor.


O boletim Gases Estufa 2011 da OMM, que está sendo lançado hoje, aponta a emissão de 375 bilhões de toneladas de carbono desde 1750. A queima de combustíveis fósseis é a principal responsável pelas emissões no período. Metade desse carbono ainda permanece na atmosfera. A outra parte foi absorvida por oceanos e pela biosfera.


"Esses bilhões de toneladas de dióxido de carbono adicionais em nossa atmosfera permanecerão lá por séculos, fazendo com que nosso planeta se aqueça ainda mais e tenha um impacto sobre todos os aspectos da vida na Terra", explica o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud. "As emissões futuras só vão piorar a situação."


"Até agora, sumidouros de carbono absorveram quase a metade do dióxido de carbono emitido pelos seres humanos na atmosfera, mas isso não vai necessariamente continuar no futuro. Já vimos que os oceanos estão se tornando mais ácidos como resultado da absorção de dióxido de carbono, com possíveis repercussões para a cadeia alimentar submarina e recifes de coral. Há muitas interações adicionais entre gases de efeito estufa, a biosfera da Terra e os oceanos, e precisamos aumentar a nossa capacidade de monitoramento e do conhecimento científico, a fim de entender melhor estes fenômenos", diz Jarraud.


A organização ressalta o fato de o dióxido de carbono ser o gás de efeito estufa mais importante emitido pelas atividades humanas. Ele é responsável por 85% do aumento da força radioativa durante a última década. Também é o gás de efeito estufa mais importante de longa duração; os outros são o metano e o óxido nitroso.


Fonte: DiárioNet DiárioNet
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