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Índios começam a preparar terreno para 'aldeia' na Rio+20

25 mai 2012
18h48
atualizado às 19h39

Um grupo de índios brasileiros começou a preparar nesta sexta-feira o terreno para instalar uma "aldeia" em pleno Rio de Janeiro, onde nativos de vários países debaterão uma lista de propostas que será apresentada durante a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Ativistas do Greenpeace fazem protesto para que as promessas da Rio+20 saiam do papel
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Foto: Marizilda Cruppe/Greenpeace / Divulgação

A aldeia se chamará Kari-Oca e vai receber 1,2 mil nativos procedentes de vários países da América e da África, que realizarão cinco dias de debates com a intenção de obter um consenso sobre sua ideia de desenvolvimento sustentável para expô-la às autoridades mundiais durante a Rio+20. Os índios pretendem usar terrenos de floresta pertencentes à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no bairro de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio.

A construção corre a cargo de um grupo de 21 índios procedentes da reserva do Xingu, maior parque indígena da floresta amazônica brasileira.

Os indígenas começaram nesta sexta-feira a limpar o terreno, explicou o ativista Cícero José Bezerra da Silva, representante da ONG Grama, que colabora com os nativos.

A aldeia terá quatro tendas com capacidade para 30 pessoas, que serão elaboradas com palha e madeira de pindaíba.

Cícero afirmou que os índios possuem a correspondente licença ambiental e afirmou que vão "compensar" os danos ambientais que causarem plantando 2 mil árvores no parque ambiental da Pedra Branca, vizinho ao terreno da Fiocruz.

Os debates ocorrerão entre os dias 13 e 17 de junho, quando serão entregues as propostas dos indígenas às Nações Unidas, durante as jornadas de diálogos prévias à Rio+20, a ser realizada entre 20 e 22 do mesmo mês.

O nome eleito para a aldeia, Kari-Oca, significa na língua tupi-guarani "casa de branco" e era a expressão que os índios usavam para se referir às cidades dos colonizadores portugueses.

EFE   
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