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Cerrado é um dos 25 ecossistemas com alto risco de extinção

Mais de 55% do bioma já foi desmatado ou descaracterizado

22 mai 2013
10h49
atualizado às 10h56
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O Cerrado, que originalmente cobria 22% do território brasileiro, sofre diversas ameaças à sua biodiversidade. Graças principalmente ao cultivo de soja, mas também à pecuária, à extração de madeira para produção de carvão para siderurgia, à industrialização e à urbanização, mais de 55% do bioma já foi desmatado ou descaracterizado.

“O Cerrado é um dos 25 ecossistemas do planeta com alto risco de extinção”, ressaltou Vanderlan Bolzani, professora titular do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araraquara, ao apresentar a palestra “Beleza & Inspiração do Universo Micromolecular da biodiversidade do Cerrado”, durante o quarto evento do Ciclo de Conferências 2013 do BIOTA Educação, organizado pelo Programa Biota-Fapesp no dia 16 de maio.

“Essa área desperta grande interesse do agronegócio. A produção de oleaginosas vem crescendo exponencialmente no Cerrado e isso é um problema, pois estamos tirando toda a vegetação que pode nos trazer valor. O país poderia ganhar divisas econômicas com a descoberta de produtos naturais com propriedades farmacológicas de interesse”, avaliou Bolzani.

Durante sua apresentação, a professora da Unesp deu exemplo de medicamentos produzidos por empresas nacionais e internacionais com base na investigação científica das plantas do Cerrado. Também apresentou uma base de dados sobre produtos naturais isolados a partir da biodiversidade do Brasil que já reúne informações sobre 640 compostos de origem natural estudados nos últimos 15 anos.

Próximas edições
Organizado pelo Programa Biota-Fapesp, o Ciclo de Conferências 2013 Biota Educação tem o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento do ensino de ciência. A quinta etapa será no dia 20 de junho, quando o tema será “Bioma Caatinga”. Seguem-se conferências sobre os biomas Mata Atlântica (22 de agosto), Amazônia (19 de setembro), Ambientes Marinhos e Costeiros (24 de outubro) e Biodiversidade em Ambientes Antrópicos – Urbanos e Rurais (21 de novembro).

Fonte: Informações da Agência Fapesp Fonte: Terra
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