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Sul-africanos caçam crocodilos que fugiram de fazenda

25 jan 2013
17h22
atualizado às 18h52
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As autoridades sul-africanas deram início a uma verdadeira caça aos crocodilos para recuperar milhares de répteis que escaparam no domingo de uma fazenda de criação no norte do país, inundada pela cheia do rio Limpopo. Os animais desapareceram na natureza quando os proprietários da Rakwena Crocodile Farm abriram as comportas para evacuar a água do rio que invadiu a criação localizada na fronteira com Botsuana.

"Tínhamos em torno de 15 mil crocodilos. Boa parte fugiu, mas não todos", explicou à AFP o proprietário, Johan Boshoff. "Não temos ideia do número de animais que conseguiu fugir. Os lagos estão muito sujos e não podemos ver quantos ainda temos", acrescentou.

Funcionários da fazenda, policiais e especialistas deram início a uma missão para recuperar o maior número de crocodilos. Os répteis - crocodilos do Nilo (Crocodilus niloticus) - caçam à noite e vão para água quando está muito quente, voltando para a margem durante a noite. Seus olhos podem ser melhor percebidos à noite com a luz das lanternas.

Alguns fugiram para longe, enquanto outros foram encontrados em um campo de rúgbi e nos arredores de um shopping da pequena cidade de Musina. "Nós temos conseguido recuperar de 200 a 300 por dia", revelou Johan Boshoff. "Cerca de mil já foram encontrados", acrescentou o porta-voz da polícia da província, Hangwani Mulaudzi.

Para pegar os menores basta saltar em suas costas e amarrar suas patas, enquanto é preciso travar a boca dos grandes e, às vezes, sedá-los. "É como se estivesse no filme do Crocodilo Dundee", brincou Dieketseng Diale, porta-voz dos serviços de emergências, em referência ao filme de 1986, que contava as aventuras de um caçador de crocodilos da Austrália.

As autoridades pediram prudência aos habitantes da região. Para os especialistas, uma parte dos crocodilos deve alcançar as populações de crocodilos que vivem no vale de Limpopo.

A província sul-africana de Limpopo (norte) foi atingida nos últimos dias por sérias inundações provocadas por fortes chuvas, que causaram a morte de uma dúzia de pessoas. O sul de Moçambique também tem sofrido com a elevação do nível da água, que fez 17 mortos e obrigou milhares de pessoas a se deslocar.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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