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 Rio+20 não será revisão da Eco-92, diz ministra do Meio Ambiente
29 de fevereiro de 2012 14h48 atualizado em 02 de março de 2012 às 11h12

Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, não deve ser vista como uma revisão da conferência que o Rio sediou há 20 anos, a Eco-92. "Não se trata de voltar ao passado, de rever documentos acordados. A Rio+20 não está modelada na Eco-92, mas no desenvolvimento sustentável a partir de duas mensagens-chave: economia verde e governança de modo sustentável", disse a ministra ao participar nesta quarta-feira de audiência pública no Senado.

Izabella Teixeira ressaltou que é preciso definir os termos de aplicação da economia verde. "Falta discutir se a economia verde leva à inclusão social, se realmente permite a geração de empregos. Não se coloca com clareza, também, se os países desenvolvidos estão, de fato, dispostos a transferir tecnologia".

Para a ministra, as ações do Brasil a favor da preservação do meio ambiente, nas definição de metas de emissão de gás carbônico (um dos gases de efeito estufa) e na erradicação da pobreza fazem com que o País seja visto como estratégico na construção de soluções a partir da conferência. "A leitura dos países é que o Brasil evoluiu muito nos últimos 20 anos, desde a Eco-92, mas que ainda tem os seus problemas e desafios imensos pela frente", disse.

"Esse reconhecimento dá ao Brasil as condições de ser o país anfitrião, facilitador, negociador e de aproximação dos vários povos do planeta. É isso que se espera do País. Não é só uma agenda ambiental, é uma agenda de sustentabilidade e desenvolvimento", completou.

Um dos pontos sobre o qual ainda não há consenso, segundo a ministra, é quanto ao formato de reestruturação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), criado há 40 anos. "O que se discute é o fortalecimento do Pnuma, com uma leitura de que esse fortalecimento pode ser feito passo a passo, tendo uma visão de gestão. O programa ganharia contornos de uma agência internacional, mas ainda não há consenso quanto a isso".

Agência Brasil