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Realidade aumentada ameaça revolucionar maneira como vemos o mundo

6 dez 2009
10h06
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A realidade aumentada é uma nova tecnologia que lembra a ficção científica, está revolucionando a forma de utilizar os telefones celulares e, segundo especialistas, vai dar muito o que falar nos próximos meses.

Esta nova tecnologia permite, por exemplo, focar a porta de um museu com a câmera do celular e ver na tela toda a informação disponível sobre o lugar no site da "Wikipedia", além dos horários de visita e preços das entradas.

É possível, ainda, dirigir a câmera para um restaurante próximo e saber que pratos estão hoje no menu ou as críticas de outras pessoas que já comeram antes no local.

Utilizando os sistemas de localização GPS disponíveis em quase todos os celulares inteligentes, como o iPhone ou os aparelhos com o software Android, da Google, a realidade aumentada torna possível acrescentar informações à imagem real de um lugar mostrada através da câmera do telefone.

Cada vez mais empresas estão usando a nova tecnologia e as possibilidades de utilização e negócios parecem não ter limite.

A Acrossair, que já lançou diferentes aplicativos para celulares ligadas ao trânsito, oferece um serviço em San Francisco e em outras cidades dos Estados Unidos que mostra as paradas de transporte público mais próximas cada vez que dirigimos o iPhone a um ponto determinado da cidade.

A site de críticas "Yelp" também tem sua aplicação de realidade aumentada e o Twitter lançou recentemente uma aplicação chamada Twitter 360, para localizar outros twiteiros em tempo real enquanto, por exemplo, passeamos pela rua.

Empresas como a cervejaria Stella Artois também adotaram a tecnologia para permitir que os consumidores encontrem bares da região que servem a marca de cerveja. Com o movimentar o telefone a nosso ao redor, é possível ver na tela uma imagem da rua com rótulos sobre os locais que vendem a bebida.

Paul Saffo, especialista em novas tendências tecnológicas e colaborador da Universidade de Stanford, acredita que a realidade aumentada não é uma moda e que veio para ficar.

"Há muitos setores que se beneficiam disso", disse Saffo à Agência Efe. "Não se trata só de ter aplicações para campanhas de propaganda. Também tem diversos usos no campo da engenharia, por exemplo".

Saffo espera ver em breve a realidade aumentada em muitos outros setores e um deles será o de automóveis, segundo ele.

No entanto, a realidade aumentada ainda terá que superar alguns obstáculos antes de se transformar em algo cotidiano para todo o mundo, já que suas aplicações consomem muita bateria e os resultados nem sempre são totalmente exatos.

Alguns especialistas também mostraram preocupação sobre o risco de um excessivo bombardeio de informação na tela de nossos celulares e sobre as inesperadas consequências de uma tecnologia que fará com que vejamos o mundo através de uma câmera e não com nossos próprios olhos.

Em um futuro talvez não tão distante, é possível que o telefone inclusive desapareça e que recebamos todas as mensagens de realidade aumentada diretamente na retina.

Cientistas da Universidade de Washington estão há cinco anos desenvolvendo lentes de contato equipadas com minúsculos circuitos e antenas que atuam como câmeras.

"Temos muita informação que é mostrada a nós de maneira passiva, em nossos computadores, televisores e telefones celulares", disse Babak Parviz, professor associado de inovação da universidade, ao jornal "San Francisco Chronicle". "Mas se a tela é o próprio olho, poderíamos dispensar muitos destes equipamentos".

EFE   

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