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Projetos de proteção ambiental no Brasil e Colômbia levam prêmio britânico

29 abr 2015
17h21
atualizado às 17h21
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A colombiana Rosamira Guillén e o francês Arnaud Debiez receberam nesta quarta-feira o prêmio britânico Whitley, estimado em 54.000 dólares, por projetos de preservação do sagui-cabeça-de-algodão na Colômbia e do tatu-canastra no Brasil.

O prêmio, um dos maiores do mundo em seu campo, foi entregue a eles na Sociedade Real de Geografia em Londres pela princesa Anne, filha da rainha, patrona da Fundação Whitley.

Além disso, outros projetos de conservação foram premiados na Índia, Nigéria e Filipinas.

Segundo um comunicado da Fundação Whitley, Guillen e seu projeto para salvar o sagui-cabeça-de-algodão (Saguinus oedipus) no norte da Colômbia "estão fazendo a diferença na sobrevivência desta espécie em perigo e seu habitat através de pesquisa e educação".

O projeto conseguiu "a proteção de 1.700 hectares de floresta, e criou um programa nacional de conservação para proteger este pequeno macaco" de cabeça branca.

Enquanto isso, Debiez trabalha no Pantanal do Mato Grosso, uma das maiores áreas úmidas do mundo, na proteção do tatu-canastra (Priodontes maximus), um dos mamíferos mais antigos da Terra, um "fóssil vivo" nas palavras dos organizadores do prêmio.

Eles destacaram o trabalho de Desbiez, um ex-funcionário de zoológico, que criou em 2010 seu programa para a proteção e a pesquisa desta espécie, raramente vista em liberdade.

A campanha fez com que "cerca de 65.000 pessoas da região se envolvessem diretamente em campanhas de sensibilização" sobre o perigo de extinção deste animal "e as autoridades do estado de Mato Grosso do Sul (sudoeste) selecionaram o tatu gigante como um indicador para a criação de áreas protegidas".

O prêmio servirá para expandir o programa do Pantanal até a região do Cerrado, mais a leste.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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