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02 de setembro de 2013 • 11h28 • atualizado às 15h17

Planta venenosa impede homem de expor perna à luz solar por 7 anos

Contato com Heracleum mantegazzianum causou fitofotodermatite em britânico; reação química queima pele e tecidos quando expostos ao Sol

 

A exposição a uma planta tóxica fez com que um homem tivesse sua perna inchada e explodindo em bolhas depois de examinar o vegetal tão venenoso que o mero contato com a pele causa danos terríveis. Keith Cooper foi verificar a planta que sua mulher considerou "bonita", porém não sabia que estava se aproximando da perigosa Heracleum mantegazzianum. Ele foi atingido pela seiva tóxica após pisar em um talo. O britânico teve de ser levado a um hospital, onde os médicos disseram que ele não poderia expor sua perna ao Sol por sete anos. As informações são do Daily Mail.

Walter Keith Cooper, 50 anos, pisou na planta venenosa durante um passeio no litoral britânico com a mulher, Maria Graham, 49 anos, e seu cachorro. Foi ela quem viu a planta na vegetação rasteira. "Estávamos caminhando com o cachorro próximo à estrada na costa quando minha mulher parou para admirar a planta e perguntou se poderíamos ter uma no jardim", disse Cooper, que tem dois filhos. "A seiva encostou em mim, mas não percebi porque não doía. Apenas pensei que tinha sido mordido, e só chegando em casa vi que minha perna direita ficou inflamado e começou a formar bolhas.

Sem conseguir caminhar direito, o britânico foi encaminhado ao hospital, onde seu caso espantou os médicos - que, segundo ele, disseram nunca ter visto algo parecido. Após exames, eles conseguiram identificar a causa: exposição a Heracleum mantegazzianum, planta gigante cuja seiva contém químicos tóxicos conhecidos como furanocumarinas fotossensibilizadoras, que reagem à luz quando em contato com a pele humana, causando bolhas dentro de 48 horas. Os efeitos, porém, duram muito mais tempo.

"Eles (os médicos) me disseram que eu não poderia expôr minha perna ao Sol pelos próximos sete anos. Se minha perna for exposta à luz solar, as bolhas vão surgir novamente, porque a lesão eliminou toda a proteção natural da pele contra raios UV (radiação ultravioleta). Vou ter sempre de usar meia", afirmou Cooper, que desenvolveu fitofotodermatite - uma doença que torna a pele hipersensível à luz ultravioleta e pode durar anos.

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