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Pesquisadores da USP planejam exumar restos mortais de Dom Pedro II

29 jan 2014
16h11
atualizado às 16h26
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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) planejam exumar os restos mortais de Dom Pedro II (1825-1891), e de sua filha, a princesa Isabel, para averiguar detalhes até agora desconhecidos sobre a família real.

"É um projeto da faculdade de medicina da USP. Temos a intenção de exumar os restos mas, o trabalho está ainda sobre o papel, vamos dar um passo de cada vez", declarou à Agência Efe a pesquisadora Valdirene do Carmo, responsável também pela exumação de Dom Pedro I, feita há menos de dois anos.

Assim, antes de desenterrar os restos mortais Dom Pedro II, que governou o Brasil entre 1831 e 1889, quando a monarquia foi abolida, a equipe necessita da autorização dos herdeiros da família real; da Igreja Católica, já que os restos mortais estão na Catedral de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis, no Rio de Janeiro; assim como das autoridades do Estado.

Caso obtenham as permissões, os restos mortais de Dom Pedro II e da Princesa Isabel serão transferidos para São Paulo para passar por análises.

"Já fizemos o trabalho com os primeiros imperadores e esta é uma nova geração, por isso, seria interessante fazer análises, embora não saibamos que informações serão extraídas", explicou Valdirene, que adiantou que os resultados "dependerão do Estado de preservação dos corpos", mas que "por sorte a Catedral não há umidade".

A pesquisadora insistiu que o projeto "ainda não está aprovado nem desenvolvido" e depende das permissões pertinentes.

Da exumação de Dom Pedro I foi possível concluir que tinha uma estatura mais baixa do que se achava. Já sobre sua mulher, a imperatriz Dona Leopoldina, se descobriu que, ao contrário ao que afirmava a lenda, ela não foi derrubada das escadas do palácio pelo imperador, já que não tinha qualquer fratura na perna ou na bacia, o que enfraquece a hipótese.

EFE   

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