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Terremoto no Japão pode ter modificado a forma dos oceanos

31 mar 2011
10h59
atualizado às 13h02

O terremoto de 9 graus na escala Richter que atingiu o Japão em 11 de março pode ter modificado a forma dos oceanos devido a sua forte intensidade. A informação é dos especialistas em observação da Terra reunidos na Universidade Politécnica de Munique (sul da Alemanha) para apresentar os primeiros resultados do satélite europeu Gozo (acrônimo em inglês de Explorador da Circulação Oceânica e da Gravidade).

Roland Pail, especialista da Universidade Politécnica de Munique, deu por certo que o terremoto do Japão influiu na forma do geoide, já que foi "um movimento em massa". Pail explicou que por sorte o satélite passou pela zona do terremoto um dia depois da catástrofe e por isso os dados e as imagens registrados mostrarão com segurança uma modificação a respeito da informação anterior.

O geoide, que é a forma como teria um oceano imaginário que cobrisse todo o planeta sem levar em conta correntes ou marés, é uma superfície de referência fundamental para medir com precisão a circulação oceânica, as mudanças do nível do mar e a dinâmica do gelo.

O satélite, que foi lançado em 17 de março de 2009 a partir da base russo de Plesetk e é o primeiro de uma série de satélites de prospecção da Terra, completou sua missão de cartografar o campo gravitacional do planeta com uma precisão sem precedentes.

Além disso, os resultados obtidos pelo satélite permitirão entender melhor a importância climática do oceano. Os cientistas descobriram também com o Gozo que as correntes do Atlântico Norte têm uma importância crucial em regular o clima da Terra e que as correntes da superfície dos oceanos podem dispersar a poluição para grandes distâncias.

Terremoto e tsunami devastam Japão
Na sexta-feira, 11 de março de 2011, o Japão foi devastado por um terremoto de 9 graus, o maior da história do país. O tremor gerou um tsunami, arrasando inúmeras cidades e províncias da costa nordeste nipônica. Além dos danos imediatos, o país e o mundo convivem com o temor de um desastre nuclear nos reatores de Fukushima. Embora a situação vá se estabilizando, o desfecho e as consequências permanecem incertas.

Juntos, o terremoto e o tsunami já deixaram mais de 11,4 mil mortos e dezenas de milhares de desaparecidos. Os prejuízos materiais devem passar dos US$ 200 bilhões. Em meio a constantes réplicas do terremoto e cortes de energia, o Japão trabalha para garantir a segurança dos sobreviventes, evacuar áreas de risco e, aos poucos, iniciar a reconstrução do país.

Uma série de pequemos incêndios foi registrado entre os lares e escombros submersos nas águas do tsunami, em Sendai,na região de Miyagi, logo após a costa do Japão ser atingida por um terremoto
Uma série de pequemos incêndios foi registrado entre os lares e escombros submersos nas águas do tsunami, em Sendai,na região de Miyagi, logo após a costa do Japão ser atingida por um terremoto
Foto: AP
EFE   

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