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10 de outubro de 2012 • 11h42 • atualizado às 12h21

Saiba mais sobre os vencedores do Nobel de Química 2012

Robert J. Lefkowitz (esq.) é do Instituo Médico Howard Hughes e da Universidade de Duke, e Brian K. Kobilka (dir.), da Universidade de Stanford
Foto: AFP
 

Os americanos Robert Lefkowitz e Brian Kobilka foram agraciados nesta quarta-feira com o Prêmio Nobel de Química 2012. Lefkowitz, 69 anos, é professor de biomedicina e bioquímica na Universidade de Duke, na Carolina do Norte. Kobilka leciona fisiologia molecular e celular na Escola de Medicina da Universidade de Stanford, na Califórnia. A seguir, conheça um pouco mais da história de cada um dos vencedores do prêmio.

Neto de imigrantes poloneses, Lefkowitz é filho único e cresceu em um apartamento de dois quartos no Bronx, Nova York. Ávido leitor, ele devorava os livros da biblioteca de seus pais, cujas obras relativas à medicina o fez decidir desde o primário que se tornaria um médico.

O professor frequentou a escola de medicina da Universidade de Columbia, em Manhattan, onde terminou como o melhor de sua classe. Uma bolsa de dois anos no Instituto Americano de Saúde (NIH) fez com que mergulhasse na biologia dos receptores, até então um novo campo de pesquisa. Em uma homenagem feita no ano passado, a Sociedade Americana para a Investigação Clínica, saudou Lefkowitz como "um dos maiores da medicina contemporânea e da pesquisa biomédica", ressaltando a sua perseverança, apesar da adversidade, e sua generosidade com os outros.

Brian Kobilka nasceu em 1955 Little Falls, uma pequena comunidade rural no centro de Minnesota, onde seu avô e seu pai eram padeiros. É pai de dois filhos.

Kobilka estudou biologia e química na Universidade de Minnesota, em Duluth, onde conheceu sua futura esposa, antes de ir para Yale para estudar medicina. Em 1984, trabalhou na Universidade de Duke como pesquisador, enquanto cursava pós-doutorado sob a orientação de Robert Lefkowitz. Juntos, eles criaram a primeira sequência genética de receptores acoplados à proteína GPCRs.

Kobilka é retratado como um homem muito modesto e pouco carismático. Um retrato publicado na revista científica Nature evoca sua extrema timidez. E uma entrevista de emprego na Universidade da Califórnia, em São Francisco, mostrou a sua incapacidade de se colocar em destaque. "Ele é um cara tímido, pálido, de estilo escandinavo", declarou Henry Bourne, o professor que dirigia o departamento. "Eu pensei, quem é esse cara? É muito estranho, tão modesto, tão calmo", comentou.

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