
Os americanos Robert Lefkowitz e Brian Kobilka foram agraciados nesta quarta-feira com o Prêmio Nobel de Química 2012. Lefkowitz, 69 anos, é professor de biomedicina e bioquímica na Universidade de Duke, na Carolina do Norte. Kobilka leciona fisiologia molecular e celular na Escola de Medicina da Universidade de Stanford, na Califórnia. A seguir, conheça um pouco mais da história de cada um dos vencedores do prêmio.
Neto de imigrantes poloneses, Lefkowitz é filho único e cresceu em um apartamento de dois quartos no Bronx, Nova York. Ávido leitor, ele devorava os livros da biblioteca de seus pais, cujas obras relativas à medicina o fez decidir desde o primário que se tornaria um médico.
O professor frequentou a escola de medicina da Universidade de Columbia, em Manhattan, onde terminou como o melhor de sua classe. Uma bolsa de dois anos no Instituto Americano de Saúde (NIH) fez com que mergulhasse na biologia dos receptores, até então um novo campo de pesquisa. Em uma homenagem feita no ano passado, a Sociedade Americana para a Investigação Clínica, saudou Lefkowitz como "um dos maiores da medicina contemporânea e da pesquisa biomédica", ressaltando a sua perseverança, apesar da adversidade, e sua generosidade com os outros.
Brian Kobilka nasceu em 1955 Little Falls, uma pequena comunidade rural no centro de Minnesota, onde seu avô e seu pai eram padeiros. É pai de dois filhos.
Kobilka estudou biologia e química na Universidade de Minnesota, em Duluth, onde conheceu sua futura esposa, antes de ir para Yale para estudar medicina. Em 1984, trabalhou na Universidade de Duke como pesquisador, enquanto cursava pós-doutorado sob a orientação de Robert Lefkowitz. Juntos, eles criaram a primeira sequência genética de receptores acoplados à proteína GPCRs.
Kobilka é retratado como um homem muito modesto e pouco carismático. Um retrato publicado na revista científica Nature evoca sua extrema timidez. E uma entrevista de emprego na Universidade da Califórnia, em São Francisco, mostrou a sua incapacidade de se colocar em destaque. "Ele é um cara tímido, pálido, de estilo escandinavo", declarou Henry Bourne, o professor que dirigia o departamento. "Eu pensei, quem é esse cara? É muito estranho, tão modesto, tão calmo", comentou.
- Os americanos Robert J. Lefkowitz e Brian K. Kobilka ganharam o Prêmio Nobel de Química por seus estudos inovadores sobre os receptores acoplados às proteínas G Foto: AFP
- O júri premiou os dois por suas descobertas sobre "os funcionamentos internos de uma importante família" de receptores: os acoplados às proteínas G que permitem às células "adaptar-se a situações novas" Foto: Reuters
- Lefkowitz tem 69 anos e é professor de Medicina e Bioquímica do Instituo Médico Howard Hughes e da Universidade de Duke Foto: Reuters
- Americano Brian K. Kobilka é professor da Universidade de Stanford Foto: AFP
- Foto: Terra
- O francês Serge Haroche e o americano David Wineland ganharam o prêmio Nobel de Física por seus trabalhos na avaliação e manipulação de partículas individuais preservando sua natureza mecânica quântica Foto: Reuters
- David Wineland nasceu em 1944 e trabalha no Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) de Boulder (Colorado, EUA) Foto: Reuters
- Haroche nasceu em 1944 em Casablanca (Marrocos) e atualmente é catedrático de Física Quântica no Colégio da França e na Escola Normal Superior, ambos em Paris Foto: AFP
- Após ganhar o Nobel de física, Serge Haroche atendeu a uma coletiva de imprensa em Paris Foto: Reuters
- Os cientistas foram premiados por seus "revolucionários métodos experimentais que permitem avaliar e manipular sistemas quânticos individuais", afirmou o júri Foto: AFP
- Foto: Terra
- O britânico John B. Gurdon (esq.) e o japonês Shinya Yamanaka(dir.) foram agraciados com o Prêmio Nobel de Medicina 2012, anunciou o Instituto Karolinska de Estocolmo. Os anúncios dos vencedores das demais categorias seguem até o dia 15 Foto: AFP
- Os porta-vozes do Instituto Karolinska explicaram que Gurdon descobriu em 1962 que a "especialização das células é reversível", enquanto Yamanaka descreveu, 40 anos depois, como "células maduras intactas" podiam ser "reprogramadas para se transformar em células-tronco" Foto: EFE
- Na imagem, o japonês Shinya Yamanaka, que conseguiu gerar as células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) com características que os pesquisadores acreditavam que só possuíam as células-tronco embrionárias Leia mais Foto: EFE
- "Esta descoberta revolucionária mudou completamente nossa visão do desenvolvimento e da especialização celular. Agora entendemos que as células maduras não têm por que ficar confinadas para sempre em seu estado especializado", detalhou o instituto Foto: AFP
- John Gurdon falou em uma coletiva de imprensa após ser agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina em Londres Foto: AFP
- Shinya Yamanaka conversou com jornalistas na Universidade de Kyoto após receber o Prêmio Nobel Foto: AFP
