3 eventos ao vivo

Moscas podem sentir raiva quando espantadas, diz estudo

18 jan 2010
12h47
atualizado às 13h01
  • separator
  • comentários

Um estudo americano divulgado na última semana sugere que as moscas, assim como as abelhas, podem sentir raiva quando espantadas do alimento - algo recorrente quando se está em um piquenique. A investigação, realizada pelo Howard Hughes Medical Institute (HHMI, na sigla em inglês), faz parte de um esforço amplo para determinar como se relaciona o comportamento do inseto à genética. As informações são do site científico Live Science .

Para reforçar a teoria, os pesquisadores criaram um experimento com um modelo no estilo "abelhas na mesa de piquenique" e testaram as reações da Drosophila , a mosca comum da fruta, também conhecida como mosca do vinagre. "Para nossa surpresa, soprar as moscas várias vezes para fora da mesa foi suficiente para deixá-las irritadas", disse o biólogo David Anderson. Segundo ele, "espantar a mosca para longe de um hamburguer, por exemplo, pode fazer com que ela volte mais agressiva e persistente".

Mas, de acordo com Anderson, a resposta para o comportamento poderia não estar no estímulo motivado pelo alimento, e sim, numa emoção primitiva que causa a agitação do animal. Depois de colocadas em câmaras de ensaio e submetidas a jatos de ar durante vários minutos, as moscas permaneciam com hipersensibilidade a qualquer sopro único de ar mesmo após já estarem mais calmas.

A pesquisa identificou que as Drosophilas produzem um feromônio - substância química capaz de suscitar reações específicas fisiológicas ou comportamentais entre os animais - responsável por promover sua agressividade, e que está diretamente ligado à antena do inseto.

Nos últimos anos, as investigações com as moscas da fruta têm sido uma poderosa ferramenta para estudar as emoções das pessoas. A maioria dos genes da Drosophila também são encontrados nos seres humanos, incluindo os neurônios que produzem substâncias químicas no cérebro associados a vários transtornos psiquiátricos.

Anderson e seus colegas acreditam que o aprofundamento do estudo pode trazer resultados relevantes para a relação entre a dopamina (neurotransmissor que estimula a produção de adrenalina e a atividade no sistema nervoso central) e transtornos de atenção e hiperatividade.

Redação Terra

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade
publicidade