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05 de maio de 2010 • 11h30 • atualizado às 11h33

Menores seres vivos do planeta vivem em poça de ácido

No centro da imagem, um Arman é perfurado por uma protrusão de um Thermoplasmatales (canto inferior esquerdo). Na parte superior da imagem, um Arman provavelmente morrendo. Os pequenos losangos são vírus que também infectam os Arman
Foto: Universidade de Berkeley / Divulgação
 

Pesquisadores da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, descobriram que dois micro-organismos encontrados em uma poça de ácido em uma mina de cobre podem ser os menores seres vivos do nosso planeta. Os micróbios, do grupo Archaea, têm apenas uma célula e são capazes de viver em um ambiente tão inóspito quanto fluido de bateria. As informações são do Live Science.

Os seres foram encontrados há quatro anos, mas agora os cientistas reconstruíram seus genomas e descobriram que eles estão entre as mais simples e menores formas de vidas já vistas. Segundo os pesquisadores, muitos vírus são menores que esse micro-organismo, mas os vírus não são considerados seres vivos.

Um deles, nomeado de Arman (abreviatura em inglês para nano-organismos acidofílicos archaeal da mina de Richmond e também uma homenagem ao dono da mina onde foram encontrados, Ted Arman) são rivais em tamanho de outro Archaea encontrado no local que vive como parasita.

Os pesquisadores encontraram em 10% dos Arman protuberâncias originários do rival, nominado como Thermoplasmatales. "É realmente notável e sugere um tipo de interação nunca vista antes na natureza", diz Brett J. Baker, de Berkeley.

Os cientistas afirmam que esses "espinhos" podem indicar que os Thermoplasmatales vivem foram de outros micróbios como parasitas ou seres simbióticos boa parte de sua vida.

Inicialmente, os cientistas acreditavam que o Arman era um parasita devido ao seu tamanho minúsculo (ele tem cerca de um terço do tamanho da bactéria E. Coli e é tão pequeno que em um microscópio comum parece apenas com um grão de poeira) e um genoma compacto - tem 1 milhão de pares, quase nada comparado com os centenas de bilhões de pares nos humanos.

Apesar da simplicidade, 45% dos genes do Arman são desconhecidos, mais do que outros organismo que tiveram o genoma sequenciado. Muitos dos seus genes ele divide com outros Archaea, mas muitos outros não foram vistos em nenhum grupo desses animais, o que sugere que dois ramos se dividiram durante a evolução dos Archaea.

Redação Terra