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Harvard anuncia projeto para criar organismo humano artificial

24 jul 2012 14h37
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O Instituto Wyss, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, anunciou nesta terça-feira que fechou uma parceria de até US$ 37 milhões (R$ 74 milhões) com a Agência de Projetos de Pesquisa de Defesa Avançada (Darpa, na sigla em inglês para o órgão militar) para desenvolver um instrumento que integre 10 órgãos humanos simulados em "chips".

"Chips" que reproduzem órgãos humanos têm o tamanho de um cartão de memória
"Chips" que reproduzem órgãos humanos têm o tamanho de um cartão de memória
Foto: The Wyss Institute for Biologically Inspired Engineering at Harvard University / Divulgação

O instituto já criou "chips" que recriam a microarquitetura e funcionamento de órgãos humanos como pulmão, coração e intestino. Cada equipamento é composto de um polímero transparente e flexível com canais recheados com células humana. O tamanho é parecido com o de um cartão de memória.

Segundo Harvard, os "chips" permitem o estudo dos organismos humanos sem a necessidade de "invadir" o corpo. O projeto reunirá um time multidisciplinar para a criação de 10 diferentes órgãos simulados e liga-los de modo a reproduzir a fisiologia do corpo. O grupo ainda vai criar um instrumento automatizado que controlará o fluxo de líquidos entre os "órgãos" e a viabilidade das células utilizadas enquanto os pesquisadores analisam em tempo real as funções bioquímicas do sistema.

O "humano em um chip" (como a própria universidade chama) é uma tentativa de viabilizar uma alternativa à pesquisa com animais, que, além de sofrer com reclamações de ativistas, não prevê com precisão a resposta do corpo humano. O organismo aceleraria e melhoraria os testes de medicamentos, tanto sobre sua eficácia, quanto aos perigos de seus usos.

Conforme os pesquisadores, a previsão é de que o projeto demore cinco anos para ficar pronto. Segundo Jesse Goodman, cientista-chefe da FDA (agência que monitora o uso de remédios no país), o equipamento "tem potencial para ser um melhor modelo para determinar as repostas adversas humanas (...) modelo que pode, no fim das contas, ser usado no desenvolvimento terapêutico."

Fonte: Terra
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