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Estudos apontam que alergias podem levar a depressão

14 abr 2011
08h36
atualizado às 08h40
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A primavera sempre traz um surto de espirros, fungadas e narizes entupidos. Mas alergias sazonais podem ser psicologicamente prejudiciais? Uma onda de pesquisa emergente sugere que pode acontecer. Ainda que não haja evidências firmes que alergias causam depressão, vastos estudos mostram que pessoas que sofrem de alergia realmente apresentam maior risco de depressão.

Alergias graves podem trazer sonolência, dores de cabeça, fadiga e uma sensação geral de mal-estar físico, que juntos podem piorar o humor.

Estudos identificaram que reações alérgicas liberam compostos no corpo chamados citoquinas, que desempenham um papel na inflamação e pode reduzir os níveis do hormônio serotonina, que ajuda a manter as sensações de bem-estar. E é de conhecimento comum que algumas medicações comuns para alergia, como corticosteroides, podem causar ansiedade e oscilações de humor.

Muitos estudos de grande porte descobriram que o risco de depressão em pessoas com alergias graves é duas vezes maior que em pessoas sem alergias.

Em 2008, pesquisadores da University of Maryland reportaram que essa conexão pode ajudar a explicar um amplamente observado ¿ mas mal compreendido_ aumento de suicídios durante a primavera todo ano. Analisando registros médicos, os autores viram que em alguns pacientes, mudanças nos sintomas de alergia durante as temporadas de baixa ¿ e alta ¿ polinização se correlacionavam com mudanças em seus níveis de depressão e ansiedade.

Um estudo populacional finlandês de 2003 constatou uma relação entre alergias e depressão; contudo, mulheres tendiam muito mais a serem afetadas.

Em 2000, um estudo com gêmeos, na Finlândia também, mostrou um risco comum de depressão e alergias, um resultado de influências genéticas, escreveram os autores.

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