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Estudo observa pela 1ª vez destruição de células do câncer

1 nov 2010
09h08
atualizado às 12h01

Cientistas australianos e britânicos observaram pela primeira vez o funcionamento de uma proteína capaz de destruir células cancerígenas de seu interior, estudo que permitirá avançar no tratamento contra o câncer, a malária e o diabetes, disseram nesta segunda-feira os pesquisadores.

A estudante russa Darya Egorova, 6 anos, passou por uma cirurgia pioneira contra um câncer de osso, em Londres. <a href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/fotos/0,,OI131950-EI238,00-Cirurgia+retira+osso+e+reimplanta+em+menina+com+cancer.html" target="_blank"><b>Leia notícia relacionada</b></a>
A estudante russa Darya Egorova, 6 anos, passou por uma cirurgia pioneira contra um câncer de osso, em Londres. Leia notícia relacionada
Foto: Harley Street Clinic / BBC Brasil

A descrição da estrutura molecular desta proteína, chamada perforina, e seu funcionamento, foram publicados na última edição da revista Nature.

"Esta proteína perfura células tomadas por vírus ou que se transformaram em células cancerígenas e permite a entrada de enzimas tóxicas que depois as matam de seu interior", explicou em comunicado o responsável pelo projeto, James Whisstock, da Universidade de Monash, em Melbourne. "Sem esta proteína nosso sistema imunológico não pode destruir estas células. Agora que sabemos como é seu funcionamento, podemos começar a ver como é possível combater o câncer, a malária e o diabetes", acrescentou Whisstock.

A pesquisa, que durou 10 anos, conclui as observações que o prêmio Nobel Jules Bordet iniciou há cerca de 110 anos. "A descoberta dá uma resposta fundamental ao mistério da imunologia", disse Whisstock, quem ressaltou que sua experiência com ratos revelou que a insuficiência de perforina acelera o desenvolvimento de tumores e, em particular, de leucemia.

Segundo Whisstock, a proteína também pode atacar células sãs por uma deficiência do sistema imunológico, como no estágio inicial do diabetes, ou pela rejeição de um tecido após um transplante de medula óssea. A pesquisa contou com cientistas da Univesidade de Monash, do Centro de Câncer Peter MacCallum, também em Melbourne, e do Birkbeck College, em Londres.

EFE   

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