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Estudo diz que gripe A atinge mais pessoas com até 39 anos

11 nov 2009
17h52
atualizado às 19h44
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Um estudo sobre os casos da gripe A registrados neste ano no México mostra que as crianças e pessoas com idades inferiores a 39 anos estão mais propensas a contrair a doença, mas as mortes atingiram mais os idosos, informa a revista The Lancet.

No artigo do médico Víctor Borja-Aburto, e de seus colegas do Instituto Mexicano para a Seguridade Social, aponta que foram analisados dados de pacientes atendidos em clínicas do México com sintomas da gripe entre 28 de abril e 31 de julho de 2009. Dos 6.945 casos de gripe confirmados, 6.407 (92%) não precisaram ficar hospitalizados, 475 (7%) foram internados e 63 (1%) morreram.

Desconsiderando os mortos, o maior número de infectados ocorreu entre pessoas com idades entre 10 e 39 anos (3.922, 56%), enquanto entre os mortos, o maior percentual foi de indivíduos entre 60 e 69 anos (5,7%). Segundo o artigo de The Lancet, para cada dia de atraso na hospitalização do doente, a partir do quarto dia da aparição dos sintomas da gripe, a possibilidade de morte aumenta 20%.

Os autores concluem que, apesar do vírus HN1N1 ter se estendido para 168 países, ainda não alcançou o nível da epidemia da gripe do ano 1918. "A pandemia pode ser que não seja como esperávamos, no entanto, o vírus evolui e a ameaça continua", acrescentam.

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EFE   
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