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Estudo comprova autenticidade do controverso Evangelho de Judas

Texto sugere que foi Jesus quem pediu para que Judas, seu amigo, o traísse

9 abr 2013
14h15
atualizado às 16h13
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Texto apócrifo afirma que apóstolo não traiu Cristo; autenticidade da tinta foi comprovada
Texto apócrifo afirma que apóstolo não traiu Cristo; autenticidade da tinta foi comprovada
Foto: AP

Um cientista que ajudou a verificar a autenticidade do controverso Evangelho de Judas revelou na segunda-feira que um antigo certificado de casamento egípcio teve um papel fundamental na confirmação da veracidade das tintas utilizadas no texto apócrifo. A descoberta, que expõe os intensos esforços destinados a validar o evangelho, foi exposta ontem em um encontro da Sociedade Química dos Estados Unidos em Nova Orleans.

Existe alguma evidência de que Jesus era casado?

"Se não tivéssemos encontrado um estudo do (Museu do) Louvre sobre contratos de casamento e aquisição de terras no Egito, que eram do mesmo período e continham tinta similar à utilizada no Evangelho de Judas, teria sido muito mais difícil discernir se o evangelho é autêntico ou não", afirmou  Joseph G. Barabe, um dos responsáveis pelo projeto. Ele coordenou uma equipe de cinco cientistas que trabalharam no projeto fazendo análises microscópicas. "Esse estudo foi a peça-chave de evidência que nos convenceu de que a tinta do evangelho é provavelmente verdadeira."

Essa pesquisa é parte de um esforço multidisciplinar organizado em 2006 pela Sociedade Geográfica Nacional americana para autenticar o Evangelho de Judas, descoberto no final da década de 1970, após 1,7 mil anos escondido. O texto, escrito na antiga língua egípcia copta, é polêmico porque, ao contrário de outras fontes bíblicas que retratam Judas Iscariotes como um traidor, sugere que foi Jesus quem pediu para que Judas, seu amigo, o traísse perante as autoridades.

INFOGRÁFICO

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Fonte: Terra
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