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Estresse e depressão ativariam 'gatilho' que encolhe cérebro

12 ago 2012
14h15

Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, descobriram uma das possíveis razões para a depressão e o estresse crônico fazerem o volume do cérebro diminuir. Segundo os cientistas, um "gatilho" genético faz o órgão perder. O estudo foi divulgado na revista especializada Nature Medicine neste domingo.

Esse "interruptor", afirma o estudo, reprime a expressão de diversos genes necessários para a formação de conexões sinápticas entre os neurônios, o que pode contribuir para a perda de massa cerebral no córtex pré-frontal. "Nós queríamos testar a ideia de que o estresse causa a perda de sinapses no cérebro de humanos", diz um dos autores do estudo, Ronald Duman, professor de psiquiatria, neurologia e neurobiologia da universidade.

"Nós mostramos que os circuitos normalmente envolvidos em emoções, assim como na cognição, são interrompidos quando este único fator de transcrição (um tipo de proteína que se liga ao DNA) é ativado", diz o pesquisador.

A pesquisa consistiu na análise de tecidos cerebrais de pacientes com e sem depressão doados a um banco de cérebros. Os cientistas procuraram por diferentes padrões de ativação de genes. Aqueles que tinham depressão exibiram níveis menores de ativação nos genes necessários para as funções e estruturas de sinapses.

H. J. Kang, pesquisador da universidade e líder do estudo, descobriu que um único fator de transcrição (chamado de GATA1) poderia regular até cinco desses genes. Quando o GATA1 era ativado em roedores, eles exibiram sintomas de depressão, o que sugere que o fator também atua nos sintomas do transtorno.

Duman afirma que as variações genéticas do GATA1 podem um dia levar a identificar pessoas com alto risco de transtorno depressivo maior (TDM) ou sensibilidade ao estresse. "Nós esperamos que, ao melhorar as conexões sinápticas, com novos medicamentos ou terapia comportamental, nós possamos desenvolver terapias antidepressivas mais efetivas", diz Duman.

Fonte: Terra

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