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"Doces" com tabaco podem envenenar crianças, diz pesquisa

19 abr 2010
11h51
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Uma nova geração de produtos derivados do tabaco e que se parecem com balas e gomas de mascar podem ser fatais para crianças que confundí-los com doces, de acordo com pesquisadores da Harvard School of Public Health - em Boston, nos Estados Unidos - e dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês). As informações são da CNN.

Segundo Greg N. Connolly, do Grupo de Pesquisa e Controle do Tabaco, de Harvard, as crianças podem confundir os produtos que são deixados pelos pais ao seu alcance. Esses novos derivados do tabaco contém nicotina - que, de acordo com o cientista, é literalmente um veneno -, mas, ao contrário do cigarro, não são fumados, e sim ingeridos.

A pesquisa liderada por Connolly indica que esses produtos são a segunda causa mais comum para o envenenamento por nicotina em crianças, atrás apenas dos cigarros. Dos 13.705 casos de ingestão de tabaco - muitas vezes os cigarros são engolidos - relatado por 61 centros de envenenamento, entre 2006 e 2008, a grande maioria dos casos foi de crianças, sendo que em 1.768 das vezes envolveu esses produtos que não produzem fumaça.

De acordo com a reportagem, pelo menos três "doces" de nicotina estão em teste em três cidades: um que lembra uma bala ou uma pastilha e tem sabor de menta; outro do tamanho de um palito e que se dissolve na boca; e o último que lembra gomas de mascar para refrescar o hálito. Esses produtos não servem para ajudar os dependentes a pararem de fumar, mas são vistos como uma alternativa para os lugares onde o cigarro não é permitido.

O porta-voz da empresa responsável disse à reportagem que a embalagem é "100% resistente às crianças", em conformidade com a legislação e, além disso, o rótulo deixa claro que é para manter fora do alcance delas.

Por outro lado, os pesquisadores afirmam que as crianças podem ter acesso aos "doces" mesmo assim e que, com menos de 0,5 miligramas de nicotina por cada quilo de peso corporal, uma criança pode morrer envenenada. Uma análise química indica que o produto que lembra uma bala tem cerca de 0,83 mm de nicotina em cada unidade. A substância ainda passa por um processo que permite absorção mais rápida e pode ser mais tóxica que outras formas da droga. "Uma pequena pastilha com liberação rápida de nicotina e uma criança jovem com pouco peso pode ser um problema muito sério", diz o cientista.

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Fonte: Redação Terra
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