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Dispositivo barato e seguro pode evitar nascimento prematuro

2 abr 2012
16h52
atualizado às 18h09

Um anel de silicone simples e barato pode reduzir à metade o risco de nascimento prematuro, uma das principais causas de morte de recém-nascidos e de problemas de saúde na vida adulta, segundo uma experiência divulgada na edição de terça-feira da revista The Lancet .

Médicos espanhóis testaram o dispositivo de US$ 49,50, conhecido como pessário, um tipo de supositório vaginal, em mulheres nos últimos três meses de gravidez com estenose vaginal, uma condição que fragiliza o assoalho pélvico e provoca o nascimento prematuro.

O pessário é projetado para fortalecer o colo do útero - a extremidade inferior do útero que leva à vagina - de forma que possa suportar o peso extra das últimas semanas da gravidez. Os pessários de silicone têm sido usados nos últimos 50 anos como um dos vários métodos disponíveis para evitar nascimentos prematuros.

Mas sua eficácia tem sido refutada e esta é a primeira vez que o dispositivo foi estudado em uma experiência aleatória. Seis por cento das mulheres que usaram o pessário deram à luz prematuramente contra 27% daquelas que não fizeram uso do dispositivo, acrescentou o estudo.

O chamado experimento PECEP recrutou 15 mil mulheres que se submeteram a exames de ultassonografia em cinco hospitais, onde estiveram entre 20 e 23 semanas de gravidez. Destas, 380 tinham estenose vaginal - definida quando a extensão do colo do útero é de 25 mm ou menos - e foram separadas aleatoriamente em dois grupos, cada um com 190 mulheres.

No grupo das mulheres com pessário, 12 tiveram filho antes das 34 semanas de gravidez, enquanto o número do grupo sem pessário foi de 51. Nenhum efeito colateral foi reportado no grupo que fez uso do dispositivo e 95 das participantes disseram que recomendariam o tratamento a outras mulheres.

"A colocação de um pessário é um procedimento disponível, não invasivo e fácil de inserir e remover quando necessário", explicou a chefe dos estudos, Maria Goya, obstetra do Hospital Universitário Vall d''Hebron, em Barcelona.

A menina Angelina Messingham, de Norfolk, no Reino Unido, sofre de uma rara condição que estava calcificando seu cérebro. Para salvá-la, os médicos tomaram uma decisão extrema
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Foto: Barcroft Media / Getty Images
AFP   

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