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18 de setembro de 2009 • 13h29

Crianças sofrem mais com cirurgia de remoção de amígdalas

Crianças sofrem mais com cirurgia de remoção de amígdalas

 

Crianças que passam por remoção de amígdalas sofrem dores significativas depois da cirurgia, indica um estudo, mas esse sofrimento pode ser desnecessário, e causado por não receberem assistência suficiente no combate à dor quando recebem alta do hospital, reporta um estudo.

Um estudo acompanhou um grupo de 261 crianças com idades de dois a 12 anos que tiveram remoção de amígdalas e adenóides no Hospital Infantil de Yale-New Haven. Nos primeiros dias de retorno às suas casas, após a cirurgia, 86% dos pais classificaram as dores sofridas por seus filhos como significativas. Mas ainda que os pais tivessem recebido remédios analgésicos para atenuar as dores dos filhos, quase 25% das crianças estudadas não haviam usado o remédio, ou recebido apenas uma dose ao dia.

O estudo, financiado pelo Instituto Nacional da Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano dos Estados Unidos, foi publicado na edição online da revista Pediatrics, em 7 de setembro.

Os pais podem ter relutado em aplicar os medicamentos, que combinam Tylenol e codeína, por diversos motivos, de acordo com a Dra. Michelle Fortier, a autora do relatório e psicóloga pediátrica na Universidade da Califórnia em Irvine.

"Os pais podem decidir retardar o uso de remédios até que a dor esteja muito forte", diz Fortier. "Podem decidir estender o tempo entre as doses a fim de não usar remédios demais. E ainda existem aqueles que acreditam que podem viciar seus filhos nos medicamentos, caso usarem remédios demais".

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times