Crianças sofrem mais com cirurgia de remoção de amígdalas

Crianças sofrem mais com cirurgia de remoção de amígdalas

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Crianças que passam por remoção de amígdalas sofrem dores significativas depois da cirurgia, indica um estudo, mas esse sofrimento pode ser desnecessário, e causado por não receberem assistência suficiente no combate à dor quando recebem alta do hospital, reporta um estudo.

Um estudo acompanhou um grupo de 261 crianças com idades de dois a 12 anos que tiveram remoção de amígdalas e adenóides no Hospital Infantil de Yale-New Haven. Nos primeiros dias de retorno às suas casas, após a cirurgia, 86% dos pais classificaram as dores sofridas por seus filhos como significativas. Mas ainda que os pais tivessem recebido remédios analgésicos para atenuar as dores dos filhos, quase 25% das crianças estudadas não haviam usado o remédio, ou recebido apenas uma dose ao dia.

O estudo, financiado pelo Instituto Nacional da Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano dos Estados Unidos, foi publicado na edição online da revista Pediatrics , em 7 de setembro.

Os pais podem ter relutado em aplicar os medicamentos, que combinam Tylenol e codeína, por diversos motivos, de acordo com a Dra. Michelle Fortier, a autora do relatório e psicóloga pediátrica na Universidade da Califórnia em Irvine.

"Os pais podem decidir retardar o uso de remédios até que a dor esteja muito forte", diz Fortier. "Podem decidir estender o tempo entre as doses a fim de não usar remédios demais. E ainda existem aqueles que acreditam que podem viciar seus filhos nos medicamentos, caso usarem remédios demais".

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times

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