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Com chifre de 1,2 m, novo dinossauro não temia nem tiranossauro

28 mai 2010
16h52
atualizado às 17h00

Uma nova espécie descoberta por paleontólogos de universidades dos Estados Unidos, Méxido e Canadá tinha os maiores chifres dos dinossauros. Segundo os cientistas, os chifres do Coahuilaceratops magnacuerna , que viveu há cerca de 72 milhões de anos, chegavam a 1,2 m. Os pesquisadores afirmam ainda que o animal era um gigante de 6,7 m de comprimento e entre 1,8 m e 2,1 m de altura nos ombros e na bacia. " Coahuilaceratops adultos não tinham medo dos grandes predadores tiranossauros", diz Andrew Farke, que participou da pesquisa.

Concepção artística mostra como seria o Coahuilaceratops magnacuerna
Concepção artística mostra como seria o Coahuilaceratops magnacuerna
Foto: Divulgação

Apesar do tamanho, os pesquisadores não têm certeza de qual era a função dos chifres. Contudo, eles acreditam que o principal propósito era reprodutivo, para atrair fêmeas e também para brigas com rivais da mesma espécie.

O fóssil do animal foi encontra no Estado mexicano de Coahuila (referido no nome da espécie). "Nós sabemos muito pouco sobre os dinossauros do México e esse achado aumente imensuravelmente nosso conhecimento sobre os dinossauros que viveram no país durante o Cretácio tardio", diz Mark Loewen, da Universidade de Utah, que liderou a pesquisa.

A universidade explica que parte da América do Norte, durante o período do Cretácio tardio (de 97 milhões a 65 milhões atrás), teve um aumento do nível dos oceanos, o que resultou em um mar quente e raso que se estendia dos Golfo do México até o oceano Ártico, dividindo em duas partes a região. Este dinossauro vivia em uma península conhecida como Laramidia e que era exprimida entre a montanhas no oeste e o mar no leste. A América Central ainda não havia sido formada.

Baseados no desenvolvimento do crânio e do esqueleto encontrados, os cientistas acreditam que o espécime era um adulto e estava velho. Outro fóssil da mesma espécie foi encontrado no local, mas de um animal jovem. Segundo os pesquisadores, o comprimento e a altura indicam que ele era um dos maiores herbívoros do ecossistema da época.

Fonte: Redação Terra

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