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Cientistas estudam morte súbita de jovens em esportes

20 abr 2011 - 08h07
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Casos recentes de morte cardíaca súbita entre atletas do ensino médio - como a morte, em março, de um jogador de basquete de 16 anos de Michigan que havia acabado de fazer a cesta vencedora do jogo - serviram para renovar as dúvidas sobre o quanto o risco é comum e se os atletas deveriam ser examinados com mais atenção.

Um novo estudo, publicado semana passada pelo periódico "Circulation", oferece uma resposta parcial, revelando que existe uma morte súbita cardíaca para cada 43.770 estudantes atletas da Associação Atlética Universitária Nacional (NCAA, na sigla em inglês) por ano. As estimativas anteriores, baseadas quase que exclusivamente no noticiário da imprensa, eram baixas: uma entre 300 mil.

O novo estudo - que usou informações do banco de dados da NCAA, pagamentos de seguros e noticiário - examinou mortes súbitas entre 2004 e 2008 de estudantes atletas, de 17 a 23 anos. A pesquisa constatou que certos alunos corriam um risco mais elevado, como atletas negros jogadores de basquete da primeira divisão. A incidência de morte súbita entre atletas negros era de uma em 18 mil, possivelmente por causa da predominância mais alta de cardiomiopatia hipertrófica, a principal causa de morte súbita cardíaca.

A Dra Kimberly G. Harmon, médica esportiva da Universidade de Washington e principal autora do estudo, disse que os atletas poderiam ser examinados com eletrocardiogramas, teste relativamente barato para detectar anormalidades cardíacas. "No mundo inteiro o eletrocardiograma faz parte da avaliação esportiva", disse.

The New York Times
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