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Cientistas criam novo mapa genético do cérebro de ratos

24 ago 2011
20h31
atualizado às 20h49
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Pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Genoma Humano dos Estados Unidos (Nhgri, na sigla em inglês) criaram um novo mapa genético do cérebro dos ratos que permite observar como os genes trabalham no córtex cerebral. No estudo, que será publicado na quinta-feira na revista especializada Neuron, os cientistas lembram que humanos e ratos compartilham 90% dos genes.

Cientistas esperam estender a tecnologia de transplantes de órgãos internos para os membros como braços e pernas. Novas próteses ligadas ao cérebro podem responder a comandos cada vez mais complexos e executar movimentos com mais fidelidade.
Cientistas esperam estender a tecnologia de transplantes de órgãos internos para os membros como braços e pernas. Novas próteses ligadas ao cérebro podem responder a comandos cada vez mais complexos e executar movimentos com mais fidelidade.
Foto: Ryerson University/Reprodução / TecMundo

Por essa razão, o mapa, baseado no estudo de ratos normais, estabelece uma base para futuros estudos nos quais os roedores sirvam de modelo para doenças humanas e o desenvolvimento de tratamentos. Os pesquisadores do Nhgri e da Universidade de Oxford publicaram nesta quarta uma descrição do novo mapa, no qual explicam a atividade de mais de 11 mil genes nas seis camadas de neurônios que compõem o córtex cerebral.

"Este estudo mostra o poder das tecnologias genéticas para fazer descobertas inesperadas sobre a biologia básica da vida", disse Eric Green, diretor do Nhgri.

Mapa genético
O córtex cerebral é a maior área do cérebro, sendo responsável pela memória, percepção sensorial e linguagem. Para realizar o mapa genético, a equipe de pesquisadores dissecou o cérebro de oito ratos adultos, dos quais separaram as camadas do córtex e extraíram o ácido ribonucléico (ARN) de cada uma delas.

"Acreditamos que os genes associados a determinadas doenças humanas estavam mais ativos em certas camadas do córtex. Por exemplo, detectamos que os genes previamente associados ao Parkinson se ativavam na camada cinco e os do Alzheimer nas camadas dois e três", explicou T. Grant Belgard, autor principal do estudo.

Ao determinar a atividade genética de cada camada do córtex, os pesquisadores acreditam que será possível conectar a anatomia do cérebro, a genética e os processos das doenças com grande precisão. Em 2012, Belgard e outros cientistas tentarão criar um mapa similar a este que recolha partes do cérebro humano.

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EFE   
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