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Cientistas americanos encontram possível cura para Alzheimer

Para pesquisadores, impulsionar as respostas imunológicas do cérebro pode evitar e até curar a doença

5 jan 2015
09h19
atualizado às 17h21
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A 'microglia' funcionam bem quando as pessoas são jovens, mas, quando envelhecem, uma proteína chamada EP2 faz pararem de funcionar de forma eficiente
A 'microglia' funcionam bem quando as pessoas são jovens, mas, quando envelhecem, uma proteína chamada EP2 faz pararem de funcionar de forma eficiente
Foto: David Ramos / Getty Images

Cientistas americanos acreditam que estão próximos da resposta sobre as causas – e possíveis curas – para o Alzheimer. Segundo uma equipe da Universidade de Stanford, a doença poderia ser evitada e até curada por meio de impulsos nas respostas imunológicas do cérebro. Esses impulsos manteriam em operação as células responsáveis pela limpeza do cérebro contra bactérias, vírus e corpos estranhos perigosos que matam as células nervosas. As informações são do jornal britânico The Telegraph.

Estas células de “limpeza”, chamadas 'microglia' ou ‘microgliócitos’, funcionam bem quando as pessoas são jovens, mas, quando envelhecemos, uma proteína chamada EP2 faz pararem de funcionar de forma eficiente.

Agora, os cientistas demonstraram que o bloqueio da proteína permitiria que a microglia funcionasse normalmente, podendo, assim, combater as placas perigosas amilóide-beta que causam os danos nos nervos celulares como acontece no Alzheimer.

Os pesquisadores descobriram que o bloqueio da EP2 poderia ser realizado com uma droga que reverteria uma perda de memória e milhares de outras características do Alzheimer. “Microglia são como batidas policiais do cérebro", disse Katrin Andreasson, professora de neurologia e ciências neurológicas na Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford.

“Nossos experimentos mostram que mantê-las no caminho certo evitaria a perda de memória e preservaria a fisiologia do cérebro saudável”, afirma.

Células microgliais constituem entre 10 e 15 por cento das células no cérebro. Elas agem como uma linha de defesa à procura de atividades e materiais suspeitos. Quando avistam problemas, liberam substâncias que “recrutam” outras microglias, que, em seguida, destroem e se livram de qualquer “invasor”. 

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Fonte: Terra
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