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Caso perdido, homem se recupera de câncer com células-tronco

Caso perdido, homem se recupera de câncer com células-tronco

25 nov 2011
12h48
atualizado às 12h55

Após ser considerado um "caso perdido" pelos médicos, um homem de 36 anos que lutava contra um câncer na traqueia conseguiu a cura e vive uma vida normal graças a um transplante a partir de células-tronco. O método, desenvolvido por cientistas da Suécia que conseguiram criar, pela primeira vez, um órgão a partir de células-tronco, foi publicado na edição de quinta-feira da revista científica The Lancet. As informações são do jornal El País.

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Foto: Reuters

O câncer de Teklesenbet Andemariam Beyene, morador da Islândia, era considerado incurável pelos médicos. Ele sofria de um tumor que ocupava a parte inferior da traqueia, incluindo ramificações dos brônquios. A quimioterapia não tinha dado resultados e a possibilidade de reconstruir a região atingida com tecidos do próprio paciente não foi possível.

Para curar o paciente, os médicos extraíram as células-tronco da medula óssea, que foram cultivadas em um molde de plástico construído no formato do órgão do paciente. Segundo a equipe médica, esse processo demorou 36 horas. Depois, Beyene foi operado para substituir a parte com tumor pelo molde. Cinco meses depois, Beyene leva uma vida normal. "Claramente esse é o futuro", disse Paolo Paolo Macchiarini, principal autor do trabalho, sobre o potencial das células-tronco.

O tratamento é uma das primeiras demonstrações de uso prático de células-tronco, e, acima de tudo, o primeiro originário de um órgão. Até agora, estas terapias eram desenvolvidas principalmente para ajudar na regeneração de ossos e músculos. O maior benefício da técnica, segundo os pesquisadores, é que o corpo produzido é geneticamente idêntico ao receptor, o que evita o maior problema do transplante: a rejeição.

O impacto deste tipo de pesquisa é tão grande que Gonzalo Varela, vice-presidente da Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica, que trabalha como cirurgião no Hospital Clínico Universitário de Salamanca, não hesita em descrever o trabalho de "espetacular". "Vou ter que rever o que eu sei, porque puxa para baixo muitas ideias", diz ele.

Fonte: Terra

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