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30 de outubro de 2009 • 09h23

Casca de abóbora protege contra infecções, diz estudo

 

As abóboras, tradicionalmente esculpidas e iluminadas para espantar os fantasmas e duendes no Halloween, ou Dia das Bruxas, feriado de origem pagã celebrado amanhã em toda a América do Norte, contêm uma substância que poderia assustar, na verdade, os micróbios que causam, a cada ano, milhões de casos de infecções fúngicas em adultos e crianças. Pelo menos, é o que sugere um novo estudo conduzido por cientistas coreanos e publicado na última edição da revista especializada Journal of Agricultural and Food Chemistry.

No estudo, um time de pesquisadores liderados por Kyung-Soo Hahm e Yoonkyung Park explica que alguns micróbios causadores das doenças fúngicas estão se tornando mais resistentes aos antibióticos existentes. Como resultado, cientistas em todo o mundo estão à procura de novos antibióticos com propriedades variadas. Estudos anteriores já haviam sugerido que a casca da abóbora, muito utilizada na medicina popular de países como o México, Cuba e Índia, pode impedir o crescimento de microorganismos.

Os cientistas extraíram proteínas de cascas de abóbora, para descobrir se estas inibem o crescimento de micróbios, incluindo o perigoso Candida albicans, uma espécie de fungo associado a alguns tipos de infecção oral e vaginal.

Resultado
Uma das proteínas estudadas, a Pr-2, teve efeitos potentes em inibir o crescimento do C. albicans em experimentos de cultura de células, sem efeitos tóxicos evidentes. O estudo sugere que a proteína da abóbora pode ser incorporada em remédios naturais para combater infecções fúngicas. A proteína também retardou o crescimento de vários fungos que atacam plantações e, assim, pode ser útil como uma fungicida agrícola, acrescenta o estudo.

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