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Brasil está atrasado em uso de células-tronco, diz especialista

22 set 2011
14h40

O uso de células-tronco do cordão umbilical no tratamento de diversos tipos de doenças tem se popularizado em diversos países. No entanto, grande parte da população brasileira ainda desconhece o tema e o País fica atrás no uso e nas pesquisas relacionadas aos tratamentos com células-tronco, afirma a médica responsável técnica do Banco de Cordão Umbilical (BCU).

"No Brasil já existe uma aceitação boa, mas poderia ser melhor, pois devido à pequena quantidade de amostras de sangue que existem no país ficamos atrás de nações europeias e dos EUA", diz Adriana Homem. As células-tronco são células coringas que se transformam em qualquer tecido do corpo humano.

Nos tratamentos de câncer hematológico, como linfomas, mielomas e leucemias, este tipo de célula já é usado com sucesso. E outras enfermidades já estão na fase final de pesquisa, como, por exemplo, diabete tipo I, doenças auto-imunes, lúpus e cardiopatias. "Por causa do uso das células-tronco, países mais desenvolvidos tiveram uma diminuição em custos no tratamento oncológico, além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes juntamente com um prognóstico muito mais animador do que o vivido há décadas", disse Adriana.

A coleta de células-tronco do cordão umbilical é um procedimento indolor e seguro para a mãe e a criança. Após a coleta, as células são armazenadas e sobrevivem por tempo indeterminado. Os pais podem optar por guardar em um banco privado, em que as células são para uso do próprio filho, ou podem doar em um banco público para pessoas que estão numa fila de espera.

Fonte: Terra

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