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24 de outubro de 2013 • 14h00 • atualizado às 14h09

Barreira para cura da aids é maior do que se esperava, dizem cientistas

A infecção por HIV é normalmente tratada com terapia à base de antirretrovirais, que atinge o vírus da aids se multiplicando ativamente, porém não afeta formas inativas ou latentes da doença. É esse o principal desafio dos cientistas em busca de uma cura. Pesquisadores descobriram agora que o reservatório latente, considerado a maior barreira para a cura do HIV, constitui um obstáculo ainda maior do que o esperado: um estudo publicado nesta quinta-feira na revista científica Cell mostra que ele pode ser até 60 vezes maior do que o estimado anteriormente. Os resultados, divulgados antes da conferência "What Will it Take to Achieve an AIDS-free World?" ("O que falta para atingir um mundo sem aids?", em tradução livre), destacam limitações importantes das atuais estratégias de tratamento e podem levar ao desenvolvimento de intervenções mais eficazes.

"Gostaríamos de aproveitar essas descobertas para desenvolver melhores maneiras de medir o tamanho do reservatório latente em pacientes que estão participando de tratamentos com potencial de cura", afirma o pesquisador Robert Siliciano, da escola de medicina da Universidade Johns Hopkins (EUA), um dos autores do estudo. "Dessa forma, acreditamos que nossa análise vai contribuir para os esforços em busca da erradicação do HIV."

O reservatório latente em portadores do vírus da aids consiste em diversos provírus: o DNA viral integrado ao cromossomo celular que é inserido no genoma das células do sistema imunológico do paciente. Uma estratégia de tratamento conhecida como "choque e morte" envolve ativar essas células e os provírus que as abrigam, e então utilizar terapia antirretroviral para prevenir que os vírus ativados infectem outras células.

Terra