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"Acidente" leva químico a produzir um novo tom de azul

1 dez 2009
09h37
atualizado às 09h50

O azul nem sempre é uma cor fácil de produzir. Os pigmentos azuis do passado costumavam ser caros (o azul ultramarino era feito de lápis-lazúli, uma pedra preciosa, moída), venenosos (o azul-cobalto pode ser carcinogênico, e o azul de Prússia, outro pigmento bem conhecido, pode vazar cianeto), ou propensos a desbotar (muitos dos azuis orgânicos se dissipam quanto expostos a ácidos ou calor).

Variações de um pigmento azul foram desenvolvidos na Universidade Estadual do Oregon
Variações de um pigmento azul foram desenvolvidos na Universidade Estadual do Oregon
Foto: The New York Times

Assim, foi uma agradável surpresa para os químicos da Universidade Estadual do Oregon quando criaram um novo, durável e brilhante pigmento azul por completo acaso. Os pesquisadores estavam tentando desenvolver compostos com novas propriedades eletrônicas, misturando o óxido de manganês, preto, com outros produtos químicos e aquecendo a mistura fortemente.

Foi então que Mas Subramanian, professor de ciência dos materiais, percebeu que uma das amostras que um dos alunos de pós-graduação participantes da experiência acabava de remover do forno era azul."Fiquei chocado, na verdade", disse Subramanian.

No calor intenso de quase 1.100 graus, os ingredientes formaram uma estrutura cristalina na qual os íons de manganês absorvem os comprimentos de onda do verde e vermelho e só refletem o azul. Quando resfriado, o óxido portador de manganês mantém essa estrutura alternativa.

Os demais ingredientes - óxido de ítrio, branco, e óxido de índio, amarelo claro- também são requeridos para a estabilização do cristal azul. Quando um dos ingredientes é deixado de fora, a cor azul não aparece.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times

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