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"A ciência pode unir as pessoas", diz ex-ministro Celso Lafer

10 dez 2012
17h11
atualizado às 18h01

A ciência "tem condições de unir as pessoas", disse nesta segunda-feira à agência Efe o ex-ministro de Relações Exteriores Celso Lafer, que destacou os aspectos positivos da cooperação cientítfica e tecnológica entre países.

Em sua qualidade de presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica no Estado de São Paulo (Fapesp), Lafer participa de quatro dias de conferências de cientistas brasileiros e espanhóis na Universidade de Salamanca, na Espanha.

Os avanços dos últimos anos em ciências da saúde, políticas e humanas, de materiais e fotônica e nanotecnologia, centra os debates destes encontros, pela primeira vez celebrados na Europa. A Fapesp já havia realizado outros encontros nos EUA, Canadá e América Latina.

"É uma oportunidade para colocar em contato pesquisadores do Brasil e da Espanha", disse Lafer em entrevista telefônica para a Efe, na qual ressaltou que é uma "aproximação importante" e que a instituição presidida por ele tem um programa que convida pesquisadores espanhóis a trabalharem e intercambiarem conhecimentos durante uma temporada no Brasil.

"Isso não significa que iremos tirá-los de seu país", disse Lafer. Criada há 50 anos, a Fapesp é financiada com fundos do Estado de São Paulo (cerca de R$ 1,6 bilhão anuais), de agências do governo federal e da contribuição do setor privado, 60%.

O Brasil lidera a pesquisa científica na América Latina e o Estado de São Paulo concentra 50% da ciência brasileira, destacou Lafer, que explicou que com o acordo de cooperação alcançado em 2011 entre a Universidade de Salamanca e a Fapesp, "pretende estreitar laços e contatos com instituições espanholas" no contexto do diálogo ibero-americano.

A pesquisa no âmbito da saúde constitui uma das principais áreas do trabalho da Fapesp, disse Lafer, ao explicar que entre as empresas que contribuem para financiar a fundação está a farmacêutica GlaxoSmithKline e a Microsoft.

A Fapesp e a fabricante francesa Peugeot-Citröen estão trabalhando para cooperação na pesquisa dos motores do futuro, explicou Lafer, que também se referiu à contribuição da fundação para promover as pequenas e meias empresas inovadoras.

"No universo da ciência, o centro está em todas partes", assegurou Lafer, ao ressaltar que a ciência não tem fronteiras e que a cooperação na pesquisa é positiva para todos.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso participou nesta segunda-feira da conferência inaugural do encontro, na qual ressaltou que "a sociedade do futuro deve ser a do conhecimento" e pediu aos governos da Europa que invistam em pesquisa.

EFE   

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