A Universidade Nacional de Seul anunciou a demissão de Hwang de seu cargo de professor pela desonra causada à instituição. Outros seis cientistas que participaram da pesquisa fraudulenta conduzida pelo ex-professor foram suspensos por meses ou tiveram os salários retidos. Hwang já havia apresentado sua renúncia na Universidade Nacional de Seul, mas ainda mantinha sua vaga.
No estudo, publicado na revista Science, o cientista afirmava que havia clonado células-tronco específicas a partir de pacientes doentes, descoberta que abriria as portas para o tratamento de doenças até agora sem cura, como o Alzheimer e a diabete. Um ajudante de Hwang confirmou a fraude dizendo que o cientista ordenou a ele que dividisse em duas partes as células somáticas de oito pacientes.
Depois, Hwang teria pedido que manipulasse o resultado para que uma das duas metades continuasse parecendo uma célula somática normal e a outra parecesse uma célula-tronco específica clonada de pacientes. Este tipo de célula-tronco, se fosse verdadeira, permitiria em teoria a reprodução do tecido danificado em doentes para sua regeneração ou a pesquisa para a correspondente cura.
A revista Science se retratou da publicação do estudo e admitiu que a pesquisa tinha sido fraudada. Os resultados definitivos da investigação da Promotoria sobre as pesquisas do cientista sul-coreano serão publicados no início de abril.
O geneticista tinha defendido a veracidade de sua conquista e atribuiu toda a polêmica gerada pela fraude a seus pesquisadores. O reitor da Universidade Nacional de Seul, Chung Un-chan, pediu em janeiro perdão pela falsificação dos resultados do cientista e exigiu a punição dos envolvidos no caso.



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