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Espanha tem 1º caso de síndrome do cheiro de peixe

19 de fevereiro de 2003 16h57

Uma equipe de pesquisadores espanhóis, holandeses e alemães diagnosticou o primeiro caso na Espanha de uma rara doença conhecida como "síndrome do cheiro de peixe" em uma menina de quatro anos.

Conforme o estudo que será publicado no próximo número da revista Medicina Clínica, esta doença, denominada trimetilaminuria, apresenta como principal característica o forte cheiro do peixe desprendido pelo paciente. Os autores da pesquisa decidiram divulgar este caso para facilitar o diagnóstico e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, que sofrem graves problemas psicológicos.

O estudo explica que a doença foi pouco diagnosticada até hoje porque os pacientes demoram de 5 a 10 anos para ser tratadas, já que poucos médicos conhecem a síndrome. De acordo com os pesquisadores, o único tratamento de que se dispõe na atualidade é evitar a ingestão de alimentos como gema de ovo, fígado, rim, legumes, ervilhas, peixes de água salgada e mariscos, sando preferência a iogurtes e sucos, que minimizam o mau cheiro.

O mal foi descrito pela primeira vez em 1970 e, desde então, foram diagnosticadas cerca de 200 casos no mundo todo. Os cientistas afirmam que trata-se de um transtorno metabólico, às vezes genético ou secundário do fígado ou do rim, e deve-se a um efeito na oxidação hepática da trimetilamina em trimetilamina N-óxido.

A trimetilamina é uma amina volátil que libera um forte cheiro de peixe na urina, no suor, no hálito e nas secreções vaginais dos doentes. Sua origem é alimentícia, a partir da degradação bacteriana no intestino de alimentos ricos em colina, carnitina e lecitina, assim como peixe.

EFE
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