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Descoberto templo de imperador romano para amante homossexual

15 de novembro de 2002 11h47 atualizado às 17h18

Um templo de quase dois mil anos construído pelo imperador romano Adriano em homenagem ao seu jovem amante morto foi descoberto durante escavações na vasta vila de Adriano, cerca de 30 quilômetros a leste de Roma, fornecendo nova visão sobre um dos relacionamentos homossexuais mais famosos do mundo.

Adriano, que viveu de 76 a 138 DC e era tido com um dos melhores imperadores de Roma, foi tomado pela tristeza quando o seu amante, Antinoo, um adolescente grego, se afogou no Nilo, em 130 DC. Não se sabe se Antinoo caiu na água, cometeu suicídio ou foi empurrado, mas o imperador imediatamente o declarou um deus e fundou em sua memória a cidade de Antinópolis, no Egito, no local onde seu corpo foi encontrado. Estátuas feitas com a imagem de Antinoo, em honra da nova divindade, foram esculpidas em todo o império romano depois de sua morte.

Adriano garantiu relativa paz e prosperidade ao Império Romano durante o seu reinado, de 117 DC a 138 DC. Sua vila foi abandonada quando ele morreu e, mais tarde, saqueada, durante a Renascença, para a construção de jardins na vizinhança e da Villa d'Este. Zaccaria Mari, arqueólogo chefe do sítio, começou a escavação do lado de fora do principal complexo de vilas, em 2000, com um pressentimento de que encontraria um novo portão para o complexo. Ele descobriu uma praça marcando a entrada principal à vila, a partir de Roma, e a laje retangular original de entrada, que levava às garagens de carruagens.

Reuters
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