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 Cientistas clonam cachorro pela primeira vez
03 de agosto de 2005 14h34 atualizado às 17h47

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Cientistas clonaram cão a partir de orelha de outro animal Foto: EFE

Cientistas clonaram cão a partir de orelha de outro animal
03 de agosto de 2005
Foto: EFE

Uma equipe de cientistas sul-coreanos clonou pela primeira vez um cachorro, utilizando-se de uma célula obtida da orelha do pai genético.

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    Segundo a revista Nature, trata-se da mesma técnica utilizada à época para criar a famosa ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta.

    Os especialistas tiraram material genético da célula e colocaram-no num óvulo esvaziado de seu núcleo, posteriormente estimulado para que se dividisse e virasse um embrião dentro da mãe adotiva, da raça Labrador.

    O animal, da raça Afghan, recebeu o nome de "Snuppy", numa referência às iniciais em inglês do centro onde trabalham os pesquisadores (Seoul National University), e nasceu com a ajuda de uma cesariana após uma gestação de 60 dias.

    A equipe sul-coreana, comandada pelo professor Woo Suk Hwang, da Faculdade de Veterinária da Universidade de Seul, conseguiu apenas três gestações, após haver transferido mil embriões a 123 recipientes. Uma delas terminou em aborto, enquanto um dos dois animais nascidos morreu de pneumonia aos 22 dias de vida.

    Hwang foi elogiado pelo professor Ian Wilmut, da Universidade de Edimburgo, que comandou a equipe que clonou a ovelha Dolly. Para Wilmut, os resultados obtidos informam que é necessário otimizar o método de transferência nuclear para cada espécie particular.

    A equipe do professor Hsang, que foi também a primeira a clonar embriões humanos, no ano passado, sempre se vale de óvulos "frescos" obtidos diretamente, e não das sobras dos tratamentos de fecundação in vitro.

    Segundo um dos integrantes da equipe que realizou a clonagem, o americano Gerald Schatten, da Faculdade de Medicina de Pittsburgh (Pensilvânia), o objetivo não é clonar animais de companhia, mas contribuir para o progresso da ciência. "Não se trata de medicina reprodutiva nem de clonar nossos familiares, e sequer animais de companhia", explica.

    O objetivo principal das clonagens é obter, a partir de embriões, células-tronco que possam transformar-se em diferentes tecidos do corpo humano.

  • EFE
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