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 Efetividade do Xgeva é posta em dúvida para tratamentos contra câncer
06 de fevereiro de 2012 19h00 atualizado às 21h47

A Administração de Alimentos e Remédios dos EUA (FDA, na sigla em inglês) informou nesta segunda-feira que ainda não sabe se aprovará o uso do remédio Xgeva, usado para impedir fraturas e em tratamentos de câncer.

O uso de Xgeva já está aprovado em injeções para a prevenção de fraturas em ossos cancerosos sob uma formulação diferente, chamada Prolia, em casos de osteoporose. Um estudo realizado pela Amgen - empresa de biotecnia americana que produz o tratamento - em 1.432 pacientes de câncer de próstata e que tinham deixado de responder ao tratamento com hormônios, revelou que o remédio adiou em mais de quatro meses a disseminação do câncer nos ossos em relação aos pacientes que receberam um placebo.

A FDA indicou em comunicado que deve determinar se esse atraso representa "uma medida adequada de benefício clínico", já que o remédio não contribui para alongar a vida dos pacientes ou a atrasar o progresso do câncer de próstata. Além disso, 5% dos pacientes que usaram o Xgeva sofreram de osteonecrose, morte do osso por falta de irrigação sanguínea, na mandíbula.

Um comitê assessor deverá se pronunciar na quarta-feira sobre se considera conveniente recomendar o uso do remédio para impedir que o câncer se estenda aos ossos. A FDA se pronunciará depois da decisão do comitê.

EFE
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