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 Greenpeace fala sobre Primavera Árabe, Occupy e ambiente
03 de fevereiro de 2012 17h01 atualizado às 17h29

O diretor-executivo do Greenpeace, Kumi Naidoo, afirmou nesta sexta-feira que as revoltas da Primavera Árabe e os protestos do Occupy Wall Street e dos Indignados na Espanha são exemplos de uma mesma "frustração".

Em seu discurso na Conferência de Segurança de Munique, que discute política externa e de defesa, Naidoo comparou a raiz destes movimentos sociais e advertiu que os "níveis de frustração estão se tornando cada vez mais sérios" no mundo todo.

"Estamos ignorando a energia e a alienação do povo", ressaltou o diretor-executivo da organização ambientalista, ressaltando que a palavra comum de todas estas iniciativas populares é "Basta!". Em seguida, pediu o "redesenho" do sistema econômico, político e social internacional, e para não "recuperar" o atual, que é afetado por uma série de "crises" simultâneas de caráter demográfico, financeiro, alimentício, energético e climático.

"Devemos enfrentar a questão da catastrófica mudança climática", acrescentou Naidoo. Por outro lado, o ambientalista se mostrou otimista e ressaltou que se a comunidade internacional mostrar determinação pode construir um novo mundo, "mais equilibrado", com "menos diferenças" entre ricos e pobres e onde as energias limpas substituam progressivamente as "sujas" energias fósseis.

"Poderíamos gerar milhões de novos empregos se investíssemos seriamente em energias limpas", assegurou. A conferência, uma iniciativa privada com 48 anos de trajetória, vai reunir dezenas de ministros, militares, empresários e analistas de mais de 70 países até domingo.

Os debates desta edição se centrarão no programa nuclear iraniano, a revolução síria, o conflito entre israelenses e palestinos, a segurança energética, a posição da Europa no cenário internacional no contexto da crise e o crescimento da Ásia impulsionada pela China.

O evento reuniu este ano, entre outros, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton; o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick; o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, e os ministros de Exteriores de França, Alain Juppé; Alemanha, Guido Westerwelle; Rússia, Sergei Lavrov, e Espanha, José Manuel García-Margallo.

EFE
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