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Atividades humanas ameaçam ecossistemas do mar profundo

2 ago 2011 - 14h18
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As montanhas submarinas, os corais de água fria, os taludes superiores das margens continentais e os cânions submarinos são os ecossistemas mais ameaçados do mar profundo, de acordo com pesquisa publicada na revista PLoS ONE e divulgada nesta terça-feira pelo Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha (CSIC), entidade que participou do estudo.

De acordo com os cientistas, a atividade pesqueira, as mudanças climáticas, a contaminação química e industrial e a acumulação de lixo - especialmente resíduos de plástico - são os maiores problemas enfrentados hoje em dia. O estudo ainda aponta a exploração mineira submarina como uma atividade que depredará os oceanos no médio prazo, já que há grande interesse econômico em explorar os depósitos de cobre, níquel e cobalto no mar profundo.

O projeto Census of Marine Life (censo da vida marinha, em tradução livre) analisou os impactos causados pelo homem mais marcantes no oceano profundo tanto ocorridos no passado, como atualmente e nos prognósticos para o futuro, identificando as áreas mais ameaçadas e os piores riscos à vida marinha. O mar profundo são as áreas marítimas com profundidade maior a 3 km, o que configura 73% da superfície dos oceanos no mundo.

Montanha submarina da Austrália coberta de esponjas corre risco de desaparecer
Montanha submarina da Austrália coberta de esponjas corre risco de desaparecer
Foto: CSIC / Divulgação
Fonte: Terra
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