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 Arqueólogos descobrem brasões do faraó Quéops
28 de abril de 2005 13h35 atualizado às 13h35

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Arqueólogos egípcios descobriram uma série de raros brasões faraônicos de soldados enviados para missões no deserto, em busca de tinta avermelhada para decorar as pirâmides, informou hoje o ministro egípcio da Cultura, Faruq Hosni.

Do tamanho de uma caixa de fósforo, os brasões pertenceram a Quéops, que governou de 2.551 a 2.528 a.C., em cuja honra foram construídas as grandes pirâmides da cidade de Gesse, sudoeste do Cairo, e mostra fileiras de soldados faraônicos, informou a agência de notícias MENA, que citou o ministro.

"Estes selos foram usados por uma missão enviada por Quéops para coletar óxido ferroso, necessário para produzir tinta vermelha", afirmou Zahi Hawwas, secretário-geral do Alto Conselho de Antigüidades.

Cerca de 50 fragmentos de cerâmica com inscrições em barro e pedra foram encontrados perto da região das pirâmides de Gizé. "Artesãos da época precisavam de óxido ferroso para decorar as pirâmides, assim como outros materiais e instalações funerárias da IV dinastia", à qual Quéops pertencia, afirmou Hawwas.

"Os brasões provaram a natureza oficial das missões enviadas às regiões desérticas", acrescentou. "A missão era integrada por 400 homens e um grupo de pessoas, cujo trabalho era cozinhar durante a viagem", segundo as inscrições observadas nos fragmentos de cerâmica.

"Arqueólogos também encontraram várias bolsas de couro contendo óxido ferroso trazidas desta missão", afirmou.

AFP
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