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Estudo: SP está entre as cidades com mais tolerância social

25 de maio de 2011 15h55 atualizado às 17h09

A cidade de São Paulo está na lista das cidades com mais tolerância à diversidade social no mundo, segundo um estudo realizado em 33 países publicado nesta quarta-feira pela revista Science. "O enfoque da pesquisa foi o contraste cultural que domina a paisagem geopolítica de hoje", disse a principal autora do artigo e psicóloga Michelle Gelfand, da Universidade de Maryland (EUA).

O estudo "destaca as diferenças entre as sociedades 'restritas', ou seja, as que têm normas e restrições sociais muito fortes, e pouca tolerância para os desvios dessas normas, e as sociedades 'tolerantes', onde as normas são mais fracas e permitem mais desvios", afirmou a psicóloga.

Entre as instituições que participaram deste estudo, que entrevistou 6.823 pessoas, está a Universidade de Monho, em Braga, Portugal, a Pontifícia Universidad Católica do Peru, o Departamento de Psicologia Social da Universidade de Valência, na Espanha; e o Colégio da Fronteira Norte, no México.

Os pesquisadores assinalam que a consideração das ameaças ecológicas e humanas para uma "cultura de tolerância" - desde as guerras e as doenças, até os desastres naturais, e da densidade de população até o manejo dos recursos - "ajudam a explicar as diferenças sociais e de comportamento das nações". Os autores desenvolveram um complexo índice de tolerância para o "desvio social", ou seja, o grau no qual certos comportamentos se toleram ou se reprimem. Dessa maneira chegaram a uma pontuação sobre o "grau de rigorosidade", cuja média entre as 33 sociedades examinadas é de 6,5 pontos.

Entre as sociedades mais restritas, de acordo com este estudo, está a de Hyderabad, no Paquistão, com 12,3 pontos; Bandar Baru Bangi, na Malásia, com 11,8 pontos; Ahmedabad, Bhubaneswar, Chandigarh e Coimbatore, na Índia, com 22 pontos; Cingapura com 10,4 pontos; e Seul, na Coreia do Sul, com 10 pontos.

As mais tolerantes das sociedades examinadas são as de Odesa, na Ucrânia, com 1,6 pontos; Budapeste e Szeged, na Hungria, com 2,9 pontos; Groningen, na Holanda, com 3,3 pontos; São Paulo com 3,5 pontos; e Caracas, na Venezuela, com 3,7 pontos.

O grau de tolerância foi medido através de perguntas sobre as situações sociais cotidianas, como comer, rir, xingar, beijar, chorar, cantar, falar, paquerar, escutar música, ler um jornal e pechinchar nas compras. Segundo os autores, as sociedades mais estritas, que são as que têm mais probabilidades de ser governadas de forma autocrática, têm menos liberdade de expressão, mais leis e regulamentações, menos acesso às novas tecnologias de comunicação e menos direitos e liberdades civis que as nações mais tolerantes.

EFE
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