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Viagens amenizam doenças da terceira idade

22 de março de 2005 10h39 atualizado às 10h39

Um estudo realizado na Faculdade de Medicina da Universidade Católica do Chile concluiu que patologias como a insônia, a falta de apetite, a depressão, a incontinência urinária e, inclusive, as dores articulares amenizam nos idosos após viagens. A pesquisa, publicada na Revista Médica do Chile, é a primeira a avaliar o impacto das viagens sobre a saúde dos homens e mulheres da terceira idade, segundo o coordenador, o médico Pedro Paulo Marin.

De acordo com a revista Pesquisa Fapesp, do total de entrevistados, 85,4% disseram ter mais disposição; 78% tornaram-se mais sociáveis; 58% acabaram com os problemas de insônia; e 42% sentiram uma melhora digestiva, entre outros benefícios.

Da pesquisa participaram 4,2 mil idosos, que passaram por duas sondagens, ambas voluntárias: uma antes da viagem e a outra na volta. Foi detectado que 45,4% dos turistas eram idosos de 70 anos; 66,2% do total eram mulheres; 60,5% beneficiários do sistema público de saúde; e 22,9% tinham planos de saúde particulares. Por sua vez, 20% têm educação básica, outros 47% segundo grau completo e 21% ensino superior completo.

Desse total, 15,8% viviam sozinhos, e dentro desse grupo 82% eram mulheres. Com relação às condições sociais, 7,7% admitiram que seus recursos financeiros não lhes permitiam cobrir as necessidades básicas, 43,1% disseram que seus recursos apenas cobriam essas necessidades e 49,2% responderam que não tinham problemas econômicos

Cerca de 80 mil idosos já participaram nos últimos quatros da iniciativa liderada pelo Serviço Nacional de Turismo do Chile (Sernatur) para incentivar o turismo entre idosos. Manuel Pereira, diretor do Serviço Nacional do Idoso (Senama) do Chile, afirma que essas viagens significam investir em saúde. Segundo ele, o setor turístico pretende começar a proporcionar uma oferta segmentada, direcionada para idosos com problemas específicos de saúde.

Redação Terra